Sindicato faz protesto em praça pública


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O Sindicato da Indústria de Calçados promove hoje, às 10 horas, um ato de protesto na Concha Acústica da Praça Nossa Senhora da Conceição. A principal finalidade é alertar o governo quanto às dificuldades enfrentadas pelos calçadistas e cobrar medidas efetivas para acabar com a guerra fiscal entre os Estados. O protesto, que a princípio seria feito com a queima de 1,5 mil pares de calçados, agora será realizado de maneira pacífica, segundo o sindicato. Jorge Donadelli, presidente da entidade, disse que a manifestação deverá ter duração de, no máximo, uma hora. “As pessoas vão se concentrar em frente à Concha Acústica, onde leremos as cartas enviadas aos candidatos ao governo estadual e à Presidência”, disse Donadelli. Após os discursos haverá queima de alguns pares de sapatos. O Sindicato não informou quantos. A expectativa do presidente do sindicato é reunir cerca de mil pessoas, principalmente, trabalhadores das indústrias. “A maioria dos calçadistas disse que dispensaria seus funcionários hoje.” A participação de sindicatos de outros pólos calçadistas (Birigüi, Jaú e Santa Cruz do Rio Pardo), que poderia dar maior repercussão ao manifesto, foi cancelada. “Os sindicatos das outras cidades declinaram”, lamentou Donadelli. Políticos, candidatos e entidades de Franca, como a Afic (Associação dos Fornecedores de Componentes para Calçados), participam do ato de protesto. DOAÇÕES A queima de cerca de 1,5 mil pares de calçados foi substituída por doações. Em vez de recolher pés com defeitos ou desparelhados para a queima em praça pública, o sindicato da indústria decidiu fazer outro tipo de ação: angariar calçados em condições de uso - sem defeitos - nas indústrias e doar para as entidades comercializarem na Feira da Fraternidade. Jorge Donadelli espera arrecadar 5 mil pares até o final de setembro.

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