Condenada em fevereiro passado a 14 anos de reclusão em regime fechado por ter matado o próprio marido, a presidiária Rosana Maria da Silva, 34, receberia privilégios na cadeia de São José da Bela Vista. Entre outras regalias, ela poderia deixar a cela e ter livre acesso à rua no horário em que bem entendesse.
A denúncia foi feita pela aposentada Rita Zoraide Ronca, 75, mãe do borracheiro Roberto Ronca, 49, assassinado por Rosana. Rita também acusa a criminosa de manter um romance com um carcereiro.
A Polícia Civil abrirá procedimento interno para apurar os fatos e deverá transferir a detenta para o sistema penitenciário.
Em outubro de 2003, Rosana matou o marido na zona rural de Patrocínio Paulista com a ajuda do irmão Aderbal da Silva, 25, e de Hilda Fátima de Oliveira, 45. Ela tinha um caso com outro homem e pretendia se separar do borracheiro.
Rosana alegou ter pago R$ 25 mil para que Hilda fizesse um “trabalho” para conseguir a separação de Roberto Ronca.
O “feitiço” não deu certo e Hilda teria sugerido a morte dele, inclusive ajudando a matá-lo a golpes de ferro e facadas.
Levada a julgamento no dia 15 de fevereiro deste ano, Rosana foi condenada a cumprir a pena em regime fechado.
Pouco dias após ser recolhida, já teria sido premiada com o cargo de “preso de corredor”, obtendo livre acesso às dependências da cadeia. Escapadinhas na rua também seriam freqüentes. O excesso de mordomias da presidiária chegou aos ouvidos da mãe de Roberto Ronca. Indignada, ele procurou a rádio Difusora AM (1.030 kHz) e o Comércio da Franca para protestar.
“É um abuso muito grande. Recebi várias informações que ela tem muitas regalias na cadeia, além de ser amante do carcereiro. Entre outras coisas, sai na rua para arrumar o cabelo e para buscar cebolinha em casas para preparar a comida que faz para as presas”.
PROVIDÊNCIAS
O delegado Márcio Murari, que responde interinamente pela cadeia, disse que já tomou providências. “De imediato, determinei o recolhimento da presa à cela e proibi que fique pelo corredor. Já solicitei vaga em uma penitenciária para transferi-la o mais rápido possível. Por outro lado, encaminhei o caso à nossa corregedoria para que sejam apuradas as denúncias e a conduta dos carcereiros”.
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