Duas enormes crateras abertas no meio da Rua Francisco Provesani de Lima, no Jardim Santa Bárbara, têm causado freqüentes transtornos aos moradores do bairro. Principalmente para quem circula de carro, moto ou bicicleta pelo local. Os vizinhos garantem que pediram para a Prefeitura tapar os buracos várias vezes, mas, até agora, nenhuma medida foi tomada. Até lixo a população já jogou em uma das crateras para tentar diminuir sua profundidade. Agora, o desespero da população aumentou ainda mais, após um garoto de 6 anos cair em um dos buracos.
Na semana passada, o menino Luís Henrique Santos Silva jogava futebol com outras crianças na rua que “hospeda” os buracos, quando, ao correr para buscar a bola, caiu em uma deles. O choro do garoto e a gritaria das outras crianças despertaram a atenção dos vizinhos, que o resgataram. “Quando vi, eu já tinha caído lá dentro. Fiquei com medo né? Não brinco mais lá perto. Nunca mais”, disse Luís Henrique. “Ainda bem que nós conseguimos tirá-lo lá de dentro, porque se dependêssemos de ajuda dos bombeiros ou da Prefeitura, o menino ficaria por horas lá dentro”, completou o sapateiro Israel Assis Santana.
Santana mora na Rua Francisco Provesani de Lima há dez anos. Cansado dos buracos, disse que já ligou para a Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) e para a Prefeitura pedindo providências, mas que, até agora, não houve uma resposta efetiva. “É complicado, aqui parece que não pertencemos a Franca. Você liga para reclamar, eles fingem que estão anotando tudo, mas passam-se os dias e o buraco está aqui, firme e forte e a cada dia mais gordo”, disse.
BOCAS-DE-LOBO
O saneamento básico é um outro problema que preocupa os moradores da referida rua. Em alguns pontos, segundo a população, quando chove a água dos esgotos volta e ganha rapidamente as ruas. “Não é raro vermos ratos e baratas nadando na enxurrada. É um perigo, principalmente para as crianças”, disse o borracheiro José Carlos da Silva. “Isso, quando as bocas-de-lobo não estão entupidas. Neste caso, o problema é outro: a água da chuva não tem para onde escoar e entra na casa da gente”, disse.
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