Caro Corrêa Júnior (diretor-responsável do Comércio da Franca),
Paz ao seu coração no gerenciar com sucesso, em companhia da senhora sua mãe, o grande jornal Comércio da Franca, é o que como parceiros lhe desejamos. São 4 horas da madrugada. Acordei como se chegasse de um sonho. Um sonho grande, na companhia de alguém com autoridade moral o bastante para “aconselhar” mudanças, (o velho Corrêa Neves, com certeza).
As idéias chegaram com muita força. Irresistíveis mesmo! Por isso estou tentando colocar no papel, em poucas palavras, o teor das mesmas.
1)- Nosso jornal é um instrumento de informação.
2)- Urge não só informar, mas também contribuir na reconstrução de nossa sociedade atacada por todos os flancos.
3)- Como fazê-lo? Tomaríamos por base a sábia colocação do filósofo “O mal não merece ser comentado em tempo algum”.
4)- Deixaríamos então de informar? Não.
5)- Deixaríamos de dar maior importância ao lado menos feliz dos acontecimentos em nossas manchetes de primeira página.
6)- Com isso vamos vender mais jornal porque a maior parcela do nosso povo é boa.
7)- O que está acontecendo é que a minoria retardatária na caminhada, “os marginalizados”, tem sido muito promovida pelos veículos de comunicação.
8)- Os retardatários (marginais) se sentem orgulhosos e promovidos com os seus retratos nas manchetes, e com isso, o mal se promove estimulando os outros ao crime.
9)- Vamos dar maior ênfase ao lado bom das pessoas e dos fatos, para que o nosso Comércio da Franca cumpra na íntegra o seu papel de informar, educar e reconstruir nossa coletividade.
10)- A solução de todos os problemas sociais passa forçosamente pela “Educação”. Por que não colocar nosso jornal a serviço da mesma?
11)- É difícil? Sim, quem falou que é fácil? Descobrir as virtudes que já possui o nosso povo não é tarefa fácil. A virtude caminha discreta, escondida, à noite para não ser notada, senão não seria virtude e sim autopromoção. Cabe portanto aos nossos competentes repórteres descobri-la, trazendo-a para nossas páginas.
12)- Existe muita gente trabalhando, sustentando de pé este grande País. É preciso dar apoio. A grande maioria do nosso Povo é boa. Uma pequena parte desviada por falta de “educação de berço” é que tem sido muito promovida pela “inconsciência” da imprensa de um modo geral. Senão vejamos:
Se um filho de amigo nosso for surpreendido em atitude suspeita, amanhã os jornais publicarão em manchetes enormes o fato; mas ninguém saberá dos milhares de jovens, arrimos de família, que trabalham de dia e estudam à noite para conquistar um lugar na sociedade.
13)- Vamos, dentro do possível, direcionar o foco dos nossos interesses para o lado bom dos acontecimentos, e assim daremos a contribuição esperada “de mais alto” no apoio às grandes causas capazes de trazer a paz para todos.
14)- Deixemos que o crime e os criminosos, na sua autofagia, se consumam e desapareçam da nossa Franca, do nosso Brasil, do nosso planeta em definitivo.
15)- Assim, nossa equipe de trabalho estará dando a maior contribuição possível ao bem comum nesse momento apocalíptico que vivemos, aliás, já anunciado pelo Senhor quando profeticamente nos informou: “Tempo virá em que aquele que for bom, seja melhor e aquele que for mau, seja pior”
P.S. Estamos no mesmo barco. Temos recebido diversos telefonemas manifestando as mesmas preocupações.
Com o nosso abraço fiel e amigo,
José Ramon Ribeiro
é dentista e membro do Conselho de Leitores
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