O lavrador Carlos Henrique de Moura, 23, foi brutalmente assassinado durante o fim de semana. Seu corpo foi encontrado ontem no meio de um canavial com sinais de estrangulamento e 12 lesões provocadas por facadas. O motivo do crime ainda é um mistério. A vítima não tinha passagens policiais, nem inimigos declarados. A polícia não descarta nenhuma hipótese, mas a linha de investigação aponta para um roubo seguido de morte. Poucas horas antes de morrer, Carlos recebeu uma herança. Segundo familiares, a única mania que o jovem tinha era jogar bingo.
Caçula de um total de seis irmãos, o lavrador morava sozinho no bairro Belo Horizonte, em Cristais Paulista, e trabalhava como catador de café em fazendas da região. “Ele era uma pessoa boa e não dava trabalho”, disse a investigadora Marilda. Na noite de sábado, se reuniu com os irmãos, todos seus vizinhos, para repartir alguns bens deixados pela mãe, que morreu há um mês com problemas de saúde. Recebeu R$ 2,5 mil, sua parte na herança, e foi para um bar na cidade. Depois, ninguém sabe ao certo o que aconteceu.
Por volta das 8h30 de ontem, funcionários de uma usina que trabalhavam na Fazenda Santa Izabel, proximidades do Clube de Campo, avistaram o corpo de um homem caído no meio de um canavial que havia sido queimado recentemente. O cadáver estava com as pernas chamuscadas, com o pescoço degolado, e com lesões na barriga, tórax, costas e na nuca. “Foram encontradas 12 perfurações e secção parcial do pescoço, caracterizando um degolamento. Não observamos sinais de defesa. Foi um crime praticado com requintes de crueldade”, disse o médico legista, José Carlos Inácio.
O legista acredita que a morte tenha ocorrido cerca de 48 horas antes. Como não portava documento, a vítima só foi identificada três horas depois por familiares, já no necrotério. A polícia acredita que o lavrador tenha sido morto em outro local e apenas desovado no canavial.
Devido ao adiantado estado de decomposição, o corpo de Carlos Henrique de Moura foi sepultado ainda na tarde de ontem, no Cemitério de Cristais Paulista, após um rápido velório, com trabalhos da Funerária Santa Bárbara.
INVESTIGAÇÃO
O misterioso assassinato é investigado pela equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Tão logo o corpo foi encontrado, os investigadores Mendes e Dênis estiveram no local em busca de pistas que pudessem levar à autoria do crime. Também fizeram buscas na casa em que o lavrador morava, em Cristais Paulista. Não encontraram o dinheiro que a vítima havia recebido como herança, o que reforçou a tese de um latrocínio. Os policiais vão conversar com as últimas pessoas vistas com Carlos para tentar descobrir quem o matou.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.