Morre mestre luiz botelho


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Familiares, amigos e admiradores presentes ao velório homenageiam o ex-jogador e técnico da Francana, Luiz Botelho, morto aos 92 anos: personagem da história
Familiares, amigos e admiradores presentes ao velório homenageiam o ex-jogador e técnico da Francana, Luiz Botelho, morto aos 92 anos: personagem da história
O futebol está mais triste. Morreu ontem Luiz Botelho, ex-jogador e ex-técnico da Francana e do Internacional da Vila Santos Dumont. O Mestre Botelho, como carinhosamente era chamado por familiares e amigos, não resistiu às complicações de uma pneumonia que o acometeu nos últimos dois meses. Segundo familiares, eram 3 horas quando sentiu-se mal em sua casa, na Rua Carlos de Vilhena. Socorrido, não resistiu e morreu pouco após dar entrada, perto das 4 horas, na Santa Casa de Franca. Nascido em Monte Alto, 2 de agosto de 1914, Botelho representava uma época áurea do futebol brasileiro caracterizado pela magia e arte nos campos do Estado de São Paulo. Sua história no futebol o levou ao Santos, o fez conhecido e lhe permitiu criar a família. Começou a carreira em 1933, aos 19 anos, no Catanduvas. Passou pela Ponte Preta de Campinas, Hespanha (hoje Jabaguara, de Santos), Santos, Caldense, Francana e Uberaba. Encerrou a carreira, estabeleceu-se em Franca, constituiu família e esteve ligado ao futebol até a década de 1960. A partir daí foi dono de vidraçaria e torcedor apaixonado da Francana. Viu de perto o time de 1948, que tinha os irmãos Tonho e Luiz Rosa: “dava gosto ver a Francana jogar”, disse em uma entrevista ao Comércio da Franca em agosto de 1998. Até quando a saúde permitiu, foi comum vê-lo nos jogos da Veterana, no estádio Lanchão. Ontem, a sala 8 do velório São Vicente estava cheia de familiares, amigos e admiradores. Emocionados, todos homenagearam Botelho antes da urna ser lacrada e levada para o cemitério Santo Agostinho, com serviços da funerária Tedesco. Estiveram presentes o professor e escritor Carlos Assunpção e o deputado estadual Gilson de Souza, além de diversos ex-jogadores esmeraldinos como Delei e Bitinha. “Ele foi meu treinador em 57. Perdemos um grande homem”, disse Delei. Curiosamente, a Francana não mandou nenhum representante ao sepultamento. Luiz Botelho, com extensa passagem por entidades locais - foi fundador da Associação Cultural Luiz Gama - deixou três filhos, cinco netos e dois bisnetos. A todos fica uma singela mensagem imortalizada por Botelho nas páginas do Comércio da Franca na entrevista concedida ao então repórter Vinicius Araújo e publicada no dia 16 de agosto de 1998: “O futebol, assim como a vida, é coisa simples”. Colaborou Rodolfo César

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