Servidores do INSS fazem paralisação de 48 horas


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Além dos funcionários do INSS, outra categoria que estuda a possibilidade de parar é a dos bancários. Ontem eles entregaram panfletos na porta de agências
Além dos funcionários do INSS, outra categoria que estuda a possibilidade de parar é a dos bancários. Ontem eles entregaram panfletos na porta de agências
Quem precisar dos serviços prestados pelo INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) de Franca nesta quarta e quinta-feiras, deve se preparar para enfrentar lentidão no atendimento. Os servidores, decidiram, em assembléia realizada na tarde de ontem, aderir à greve nacional de 48 horas. A agência do INSS de Franca conta com 33 funcionários administrativos, e a maioria dos que aderiram à greve trabalham diretamente no atendimento ao público. “Com isso, todos os serviços devem ser reduzidos”, disse Célia Visconde, chefe da agência. Haverá diminuição no número de senhas distribuídas para os segurados. Em dias normais, são 500. Com a paralisação, devem ser entregues apenas 350. Mas há alternativas de atendimentos para quem realmente não possa esperar a volta dos servidores ao trabalho. Para isso, Célia orienta que os segurados procurem serviços como a internet no site www.previdência.gov.br ou o telefone 135. A ligação é gratuita, mas o serviço permite apenas que o segurado agende perícias médicas. Já pela internet, todos os serviços podem ser requisitados. O INÍCIO Os trabalhadores da Previdência do Estado de São Paulo pararam as atividades nos dias 5 e 14 de setembro. Na agência de Franca, a paralisação que começou lenta, com apenas quatro servidores na primeira e seis na segunda, ganhou força agora com uma greve nacional. Gilberto Silva, diretor do Sinsprev (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência Social no Estado de São Paulo) e funcionário da agência de Franca, disse que os servidores caminham para uma greve por tempo indeterminado. “Se o governo não atentar para as nossas reivindicações, não teremos outra alternativa a não ser a paralisação total dos trabalhos”. RAZÕES Os servidores deflagraram o que chamam “ato de advertência” na intenção de chamar a atenção do governo federal para o cumprimento dos acordos de greve do ano passado; para a reestruturação do plano de carreira, manutenção da jornada de trabalho em 30 horas semanais e abertura de concurso público.

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