Excelentíssimo Senhor Presidente,considerando a situação atual do país, a população brasileira busca agora fontes maiores e destinos com mais autoridade para que os questionamentos sejam feitos com mais eficácia. A nação é vista (ou tratada) como tal?
Em época de eleições, é fácil ver a apreensão estampada nos discursos dos candidatos e nas decisões dos eleitores. As propostas tornam-se cada vez mais comuns, tal como as dúvidas do cidadão ao decidir seu voto. Mas, em certo momento, onde a certeza passa a ser crucial, chega ser até bonito de se ver a fé e a esperança do povo; as cornetas e os trombones expressando a crença desesperada no candidato; os broches,panfletos,debates e jingles de rádio... Quase uma escolha de religião... para os próximos quatro anos.
O que não é tão bonito é a tensão; os ataques de “potências” penitenciárias; os escândalos políticos que abalam as concepções; os projetos governamentais atrasados em atenderem às reais necessidades; a falta de educação moral e técnica; o desemprego por desqualificação; o serviço de saúde desestruturado, enfim, uma série de fatores que decepcionam o eleitor e o convencem de que nosso País está cada vez mais longe do futuro.
Então, a esperança do povo finalmente morre,as cornetas e os trombones se tornam insuportáveis e os panfletos, jogados fora sem serem ao menos lidos ou levados a sério. De uma certa maneira, o brasileiro se sente cada vez mais impotente cada vez menos cidadão.
Os senhores de vossa companhia bem sabem que o investimento na educação e na saúde, como fatores primordiais, garantiria profissionais do futuro, com maior potencial para aproveitar um país de tamanha extensão territorial, em vez deste ser demasiadamente explorado por uma globalização imperialista estrangeira. E, dentro disso, a ascensão da economia caminha não por si só, mas na companhia da evolução política e nacional. Com objetividade, não há complicação em haver honestidade! Ao menos, um pouco dela...
No mais, o exposto anteriormente pode se apresentar genérico ou carente de princípios políticos, porém nem tanto para um novo governo. A modernização e a necessidade de se adaptar a esta podem fazer do governo uma nova base e do voto do povo, dessa vez, uma decisão diferente.
Atenciosamente
Camilla Botolato
é estudante do 2º colegial da escola Pestalozzi
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