A prisão de Givanildo Pereira Dias, 26, o “Scop”, era questão de honra para a polícia. Apontado como responsável pela distribuição de drogas na região do Parque Vicente Leporace, ele estava foragido desde abril. Além do crime de tráfico, também era procurado sob acusação de homicídio. O criminoso era um dos homens de confiança do PCC na região norte de Franca. Ele vinha lutando para ser readmitido na facção e participou de ataques a ônibus e estabelecimentos comerciais para tentar “mostrar serviço”.
A Polícia Civil descobriu que “Scop” tinha envolvimento direto no assassinato do caminhoneiro Paulo Roberto Vicente, 59, ocorrido em julho de 2005, na Vila Santa Terezinha. Ele morreu por engano. O alvo era o dono do bar. A morte do comerciante foi decidida entre traficantes. “Scop” foi a pessoa designada para matá-lo, mas decidiu “terceirizar” o serviço e contratou um adolescente de 16 anos, que como não conhecia a vítima, matou a pessoa errada.
Os líderes do PCC não perdoaram o erro de “Scop” e o expulsaram da facção. Desde que sua participação no crime foi comprovada, ele vivia escondido. Na madrugada de domingo, ele foi preso dentro da casa dos pais da namorada dele, na Vila São Sebastião, pelos investigadores Sandro, Nilson e Calil.
Levado ao Plantão Policial, o criminoso limitou-se a falar apenas que não tem nada a ver com os crimes imputados a ele. “Venho da época da guerra (referindo-se à briga por ponto de tráfico de drogas no Leporace, que culminou com a morte de alguns traficantes) e por isso tenho muitos espinhos (sic) no bairro. Eles não gostam de mim e por isso ficam falando asneiras.”
Ao ser perguntado se tinha alguma rixa com alguém preso na cadeia, aparentou não dar importância. “Se tiver alguma bronca lá dentro eu resolvo. Sou homem suficiente para assumir meus erros.”
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