Dona Nina: uma história de dedicação ao próximo


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Enfermeira cuida de criança no berçário: equipe atende as crianças com sessões de fisioterapia, exames e acompanhamento dos casos
Enfermeira cuida de criança no berçário: equipe atende as crianças com sessões de fisioterapia, exames e acompanhamento dos casos
Eulina Silveira Borissi, chamada carinhosamente de dona ou “tia” Nina, é a sétima de 17 filhos e nasceu numa fazenda da região no dia 11 de abril de 1900. Ela morreu em 15 de agosto de 1996. Durante sua vida construiu uma trajetória de dedicação ao próximo. Ainda jovem, por volta dos 14 anos, procurou apoio e passou a distribuir cestas básicas para famílias carentes. Posteriormente montou uma casa de sopa com a mesma finalidade. Em 1965, ela e as amigas fundaram a Sociedade Legionárias do Bem, obra que beneficia a cidade até hoje e conta com a colaboração de 200 voluntários. Eles atuam nos diversos departamentos da Sociedade: a Casa da Sopa, que atende moradores do Bairro Santa Helena e Jardim Zelinda com distribuição de cem pratos todos os dias; Berçário Dona Nina, Bazar Permanente de roupas, calçados, móveis e utensílios domésticos; Bazar de Artesanato, cujas peças são confeccionadas por cerca de 40 voluntárias; oficina de pintura para crianças e adultos, sala de costura, onde são produzidas peças para o bazar e toalhas, lençóis e roupas para as crianças atendidas pelo berçário, e preparo de pizzas. Uma vez por mês, os ajudantes se reúnem das 7 às 18 horas para fazer 700 discos da massa e vender para os sócios-contribuintes da casa de crianças. DEDICAR A professora de inglês Eva Soares, 43, é voluntária há dez anos e desde março de 2006 dedica uma hora por semana ao Berçário. “Não podemos ficar só no nosso mundo, temos de contribuir com outras pessoas. Tenho minha casa e filhos para cuidar, mas não custa parar um pouquinho para colaborar.” A equipe também está satisfeita com a qualidade e resultados da assistência prestada pela Sociedade Legionárias do Bem. Ângela Oliveira, 54, trabalhou como auxiliar de enfermagem no Hospital Regional por 25 anos e há 15 é funcionária do Dona Nina. “Prefiro trabalhar aqui. É uma alegria enorme acompanhar a recuperação das crianças. Elas chegam aqui pequenininhas e com os cuidados ficam fortes. Isso não tem preço.”

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