Sem-terra querem 15 dias para deixar área


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Os líderes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) querem, no mínimo, 15 dias para deixar a Fazenda Santa Terezinha, ocupada por mais de cem pessoas desde a madrugada do dia 9 de setembro. A advogada Maria Cláudia Santana Lima de Oliveira, que defende o proprietário, disse que esse prazo é inviável e quer que os sem-terra saiam da propriedade ainda nesta semana. Apesar de querer resolver a questão com rapidez, a advogada esbarra na resistência dos militantes do MLST. Mesmo tendo conseguido liminar de reintegração de posse, Maria Cláudia disse estar aberta a diálogos com o propósito de evitar uma desocupação traumática. “Estamos com um canal de negociações aberto e a qualquer momento podemos voltar a nos reunir”, disse. Maria Cláudia se encontrou no sábado, 16, com os coordenadores regionais do MLST e com o advogado de defesa do grupo, José Antônio de Castro, para tratar da desocupação da área. A advogada disse que ambas as partes estão mantendo o bom-senso. “Queremos uma desocupação rápida, se não conseguirmos negociar, infelizmente teremos que optar pelas medidas judiciais”, disse ela. A reintegração de posse foi concedida na quarta-feira, 13, com um prazo de dois dias para os sem-terra deixarem a área, o que não aconteceu. A fazenda está localizada no município de Franca, com entrada de acesso pela Rodovia que liga Franca a Ribeirão Corrente. Além dos sem-terra, a fazenda é alvo de uma disputa judicial entre Jenevile Micali, considerado dono da propriedade, e José Luiz de Oliveira Souza, que diz ser herdeiro da fazenda e há 30 anos tenta reavê-la.

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