DIG desbarata quadrilha que roubava motos em Franca


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FURTOS EM SÉRIE - Parte da motos furtadas pela quadrilha, estacionadas no pátio da DIG. Ainda restam vários veículos para serem localizados pela polícia
FURTOS EM SÉRIE - Parte da motos furtadas pela quadrilha, estacionadas no pátio da DIG. Ainda restam vários veículos para serem localizados pela polícia
Agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) conseguiram desbaratar uma quadrilha especializada em furtos de motos na cidade de Franca. Até o momento seis pessoas foram presas, 16 furtos foram descobertos e nove motos recuperadas. A quadrilha teria como especialidade desovar as motocicletas furtadas em outros Estados. Na rota dos veículos levados de Franca, passariam por Minas Gerais e o destino final, segundo a polícia, seriam cidades do norte da Bahia. A chamada “rota do café” levou a polícia a descobrir o paradeiro de algumas motos furtadas. No início do mês, dois moradores do Estado da Bahia foram presos na cidade de Araxá (MG) com duas motos de Franca. Eles transportavam os veículos no porta-malas de um ônibus que levava lavradores para sua terra natal. Os lavradores compraram as motos em Ibiraci (MG) de um morador daquela região, que, por sua vez, adquiria os veículos de um receptador do Jardim Cambuí, em Franca. Seguindo as trilhas da investigação, os agentes Wellington Amato, Regis, Mendes, Denis e Nilson Ruela conseguiram identificar os integrantes da quadrilha e os receptadores. Eles confessaram 16 furtos na cidade nos últimos meses. “Os ladrões saíam de carro em busca de uma moto que estivesse fácil de levar. Quando a encontravam, furtavam e levavam para uma casa no Jardim Cambuí”, disse o investigador Wellington Amato. Na casa do acusado a polícia localizou três motocicletas que seriam entregues na região de Ibiraci. O esquema da quadrilha contava com a participação de dois mecânicos. LFSM, 25, morador do City Petrópolis e ELV, 24, residente na Vila Santa Terezinha. Eles recebiam a encomenda e executavam o furto. Para cada veículo recebiam R$ 400. O chefe do bando na cidade de Franca seria o desempregado LLF, 19, morador do Jardim Cambuí, encarregado de entregar as motos em lotes de duas ou quatro. Para isso recebia R$ 700 do lavrador DHS, residente no Distrito da Lage, município de Ibiraci (MG). Por fim, os veículos eram vendidos aos trabalhadores rurais da Bahia, que estavam na colheita de café na região, pelos valores de R$ 1 mil e R$ 1,2 mil.

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