Estamos a 15 dias das eleições presidenciais, a que se anexam outras, para outros cargos e funções: governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Apesar das alterações da recente reforma política, não se perdeu o clima acalorado e agressivo de antigos pleitos. Na edição do dia 13, a manchete da ‘Folha’ anunciava: ‘Lula está 22 pontos à frente de Alckmin’. E, no subtítulo, a previsão: ‘Presidente tem 11 pontos sobre a soma dos adversários e hoje seria reeleito no primeiro turno’.
Todos os órgãos da imprensa mantêm registros permanentes sobre o ritmo da atual campanha eleitoral. No entanto, por mais que se queira analisar as características destas eleições, não se pode deixar de pôr em foco a batalha do presidente, não só pelo ritmo violento como por outras razões menos discutíveis e, até certo ponto, ilegais. Vejamos.
A primeira censura que se faz a Lula, desde o começo da campanha, é a quebra de ética, qualidade moral que se exige de todo político: vencido pelo pavor da derrota, não menos do que pela falta de apoio de seu partido, o presidente não quis desligar-se do cargo, desconhecendo o espírito de igualdade que deveria funcionar na luta dos candidatos. E daí, como todos os eleitores verificam, deu a sua campanha um ritmo de ‘tsunami’ irrefreável. A campanha de Lula não sai do noticiário dos jornais: viaja ora de avião, ora de carro oficial, promove reuniões político-administrativas inócuas, ataca virulentamente os adversários, repetindo os seus bordões preferidos para sua reeleição: ‘Conheço todo mundo e todo mundo me conhece!’ ‘Fiz mais do que todos os presidentes que me antecederam e vou fazer muito mais’.
E a política de promoção eleitoral, assinando decretos e tomando medidas administrativas para conquistar eleitores, aumento de vencimentos a funcionários aposentados e do Poder Judiciário, decretando recursos para serviços há anos necessários? E o mais...
Lula ganhou grande experiência em seus quatro anos, ampliou seu estoque de desprezo para velhos companheiros que claudicavam em infrações dos ‘vampiros’, dos ‘sanguessugas’ e dos ‘mensalões’.
A esta altura da campanha, Lula mantém sua disposição de luta e combate. Não importa que a Polícia Federal esteja vasculhando ilegalidades em todos os órgãos da administração pública. Ele é incansável no aliciamento de simpatias. Em suma: a vitória de Lula está a um passo de se concretizar. E, passadas as eleições, só se espera que ele cumpra uma de suas promessas: ‘Farei um governo de união nacional!’. E, na verdade, o Brasil aguarda esse estado de grandeza, pois problemas graves há em todos os recantos do País. E uma nova administração, o começo de nova fase de desenvolvimento e de paz, é o que a Nação espera dos 180 milhões de brasileiros.
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