Após meses de negociação, enfim, o superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno, o secretário municipal de Saúde, Alexandre Ferreira, e o promotor de Justiça, Décio Piola, parecem ter chegado a um acordo para o atendimento dos usuários da rede pública de Saúde.
Para que os serviços continuem sendo prestados pelo hospital, bastaria que a Prefeitura pagasse R$ 1,2 milhão, em quatro parcelas de R$ 300 mil, valores referentes a repasses em atraso e aos serviços a serem prestados pelo hospital até dezembro. Tudo estaria perfeito não fosse o fato de a assinatura do acordo depender do prefeito Sidnei Rocha (PSDB). O tucano se recusa a pagar as parcelas neste valor.
A justificativa para a recusa veio do secretário municipal de Finanças, Sebastião Ananias. “Infelizmente, não temos como assumir este compromisso. A Prefeitura ainda está endividada. Não vamos assinar um acordo sem termos certeza de que conseguiremos honrá-lo”.
Sidnei Rocha (PSDB) disse na última sexta-feira, em um e-mail enviado ao Comércio, que a proposta da Prefeitura à Santa Casa já chegou ao seu limite e que cabe à direção do hospital dizer se aceita a oferta ou não. Sidnei se dispôs a pagar R$ 150 mil por mês ao hospital (inicialmente oferecia R$ 75 mil).
Para o hospital, é pouco. O superintendente Fernando Bueno disse que a Santa Casa está impedida legalmente de abrir mão das receitas que lhes são devidas, como é o caso dos retroativos de janeiro para cá, que corresponderiam a mais de R$ 700 mil. “Nós já concedemos um desconto de R$ 600 mil, todo os envolvidos concordaram, inclusive o Ministério Público. Agora só falta o prefeito assinar”.
Para pressionar Sidnei Rocha, o hospital iniciou, no dia 1º de setembro, um cronograma nos cortes de atendimentos de ambulatório prestados aos usuários da rede pública de Saúde. Bueno disse que ele será mantido até que a situação se resolva.
O prefeito, por sua vez, afirmou que quem tem que se decidir é a direção do hospital. “Não mexeremos na proposta. Assim que a Santa Casa definir com clareza os serviços que dentro deste valor (R$ 150 mil) quer prestar, assumiremos aquilo que for preciso. Não há riscos para a população”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.