Os coordenadores do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) se reuniram ontem pela manhã com a advogada Maria Cláudia Santana Lima de Oliveira, que defende Jenevile Micali, proprietário da Fazenda Santa Terezinha, no município de Franca, invadida pelos sem-terra na madrugada de sábado, 9.
De um lado estavam os militantes Vilmar Silva e Jean Gomes solicitando um prazo maior para permanecerem na propriedade, e, do outro, a advogada, que quer a saída imediata, por ter já o prazo expirado na sexta-feira. As negociações não avançaram. A qualquer momento os sem-terra poderão ser retirados da fazenda.
Uso de força policial não está descartado, porque a liminar de reintegração de posse, concedida na quarta-feira, não foi cumprida.
Esse foi o primeiro encontro entre os coordenadores do MLST, o advogado dos sem-terra, José Antônio de Castro, e a advogada de Micali. “A nossa intenção é permanecer na propriedade até a vinda de técnicos do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), que também deverão fazer uma vistoria em outras fazendas”, afirmou Gomes. O problema é que a “visita” dos técnicos do Incra tanto pode demorar uma semana, como meses e até anos. A reportagem do Comércio não conseguiu falar com a advogada Maria Cláudia para saber qual será sua postura diante do caso.
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