Cetesb veta idéia da queima de calçados pelo Sindifran


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O gerente regional da Cetesb,(Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) Francisco Setti, vetou, na tarde de ontem, o ato de protesto prometido pelo Sindifran (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) para a próxima quinta-feira, dia 21, na Praça Nossa Senhora da Conceição. A intenção dos calçadistas era promover a queima de sapatos para protestar contra as políticas tributária e cambial. O Ministério Público do Meio Ambiente também se posicionou contrário. Setti disse que recebeu pelo menos dez telefonemas ontem de moradores do Centro, preocupados com os efeitos ambientais da queima. “Disseram-me que o Sindifran quer queimar 200 pares. Não posso me posicionar a favor de um evento deste. Ainda mais agora, em época de baixa umidade. Eles devem arrumar outra forma de protesto, que doem os calçados ou os destruam em praça pública. Desde que levem os resíduos para o aterro”. A desobediência poderá resultar em multa de até a R$ 70 mil. O promotor de Justiça do Meio Ambiente, Fernando Martins, também se posicionou contrário. Martins afirmou que, se levado adiante, o ato pode dar dores de cabeça ao Sindifran. “Acredito que encontrarão outras formas de reivindicar o que querem. Se queimarem os calçados, podem ser condenados a reparar os danos. Neste caso, a pena se converteria em multa”, disse Martins. O APOIO Embora a Cetesb e o Ministério Público sejam contra, a Afic (Associação dos Fornecedores de Componentes da Indústria de Calçados) manifestou ontem seu apoio ao ato público que deverá ser promovido pelo Sindifran. “Se o governo federal continuar insensível aos problemas do calçado brasileiro, a curto prazo teremos uma onda de falências no setor. Sou favorável ao protesto”, disse Arsênio de Freitas, presidente da Afic. Ele convocará os funcionários das empresas associadas a comparecerem ao protesto.

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