A cada 3h40, a região de Franca ganha uma nova empresa. Essa é a constatação de um levantamento da Junta Comercial de Franca, que entre 1º de janeiro até o dia 31 de agosto deste ano contabilizou a abertura de 1.704 estabelecimentos. Não há detalhes dos ramos de cada empresa, mas, segundo estudos do IPES (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef (Centro Universitário de Franca), a maioria está centralizada nos setores de comércio varejista e prestação de serviços.
Com 18 unidades, principalmente na região de Campinas, a rede de lojas Seller (especializada em artigos para o lar e modas masculina, feminina e infantil) foi uma das empresas que apontaram em Franca neste ano. Segundo Lecilvano Brito, gerente administrativo, o interesse começou em fevereiro de 2005. Na época, a instalação não aconteceu por falta de um ponto comercial centralizado. “A rede percebeu em Franca um mercado promissor. A cidade transformou-se em pólo comercial regional.
Diariamente, pessoas dos municípios vizinhos saem de suas casas para fazer compras em Franca”, disse. A loja gera 50 empregos diretos.
O Grupo Carrefour também chegou a Franca no mês passado, atraído pelo potencial de consumo da região. A partir de um investimento de R$ 30 milhões, a multinacional francesa construiu um hipermercado com capacidade para atender 10 mil clientes/dia, inclusive de cidades vizinhas, como Patrocínio Paulista, Rifaina, Pedregulho, Cristais Paulista, Batatais, Ibiraci e Cássia, as duas últimas em Minas Gerais.
Segundo o professor de economia e diretor do IPES, Hélio Braga Filho, um dos principais atrativos para a instalação de novas empresas é o mercado regional promissor. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a região ganha 16 moradores por dia. “Essas pessoas gastam em Franca. Atualmente, a cidade consegue trazer clientes de um raio de até cem quilômetros”, disse.
BAIXA
Em comparação com o levantamento de 2005, o total de abertura de novas empresas em Franca e cidades vizinhas caiu. Até dezembro do ano passado, eram 233, em média, por mês. Contabilizadas as constituições de janeiro a agosto de 2006, esse número passou para 213 empresas, em média, a cada 30 dias.
De acordo com a Junta Comercial, os encerramentos continuam no mesmo patamar. Foram 441 em oito meses este ano, contra 608 durante os 12 meses de 2005.
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