Santa Casa e Prefeitura fazem ‘jogo de empurra’


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A Santa Casa, a Prefeitura e o Ministério Público dizem, todos os dias, que um acordo em relação aos atendimentos ambulatoriais está próximo de acontecer. Mas as negociações se arrastam há meses e, até agora, não há nada de concreto. As últimas informações dão conta de que seria fechado um “contrato tampão” de quatro meses e, ao final dele, um acordo mais duradouro seria firmado. Só faltaria negociar um montante de R$ 1,2 milhão, relativo aos valores retroativos. O superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno, disse que a demora não assusta e, até agora, a situação segue sob controle, mesmo com o corte nos agendamentos de ortopedia e pediatria, desde segunda-feira. “Os casos que passaram pelo hospital esta semana são pós-cirúrgicos e outros procedimentos que nós temos de fazer. Agora, se o cara for retornar para tratar de uma lombalgia, por exemplo, já não será conosco”. Bueno disse que acredita, ainda, em um acordo, mas que a decisão agora cabe a Sidnei Rocha (PSDB). “Passamos nossa posição ao prefeito e ele a está estudando. Creio que até segunda-feira tudo estará acertado.” Sidnei Rocha, por sua vez, acha que já fez sua oferta e a decisão seria, sim, da Santa Casa. O prefeito comunicou, por e-mail, que espera um retorno do hospital. “Fizemos a proposta. Estou aguardando o desfecho das negociações.” O promotor de Justiça Décio Piola, curador da instituição, também acompanha o desenrolar de toda esta “novela”. Para ele, até agora, as coisas caminham dentro de um limite aceitável. “Faltam apenas pequenos detalhes para que se acertem e acredito que o bom senso prevalecerá.”

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