O advogado Antônio Moraes Silva, que defendeu Adriana Telini Pedro no julgamento de ontem da 13ª turma do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), disse que a decisão dos julgadores de suspendê-la por 12 meses “foi mais política do que jurídica” e que promete recorrer da decisão.
Para Moraes, o processo é inválido. “É nulo de pleno direito, e onde houver nulidade, não pode haver qualquer tipo de sustentação”, declarou o advogado, também empresário do setor agrícola e de transportes da região. Segundo o advogado, as escutas telefônicas deveriam ser autorizadas por juízes de uma das três varas criminais de Franca, e não pelo magistrado José Rodrigues Arimatéa, do Tribunal do Júri, Execuções Penais e Infância e Juventude.
Para garantir que Adriana possa voltar a trabalhar o quanto antes, Moraes não descartou também a hipótese de entrar com uma ação na Justiça, provavelmente o mandado de segurança. “No momento oportuno vamos adotar a medida judicial cabível.”
Apesar do resultado, Moraes não se disse decepcionado. “Saio, sim, feliz de ter cumprido o meu dever e com a certeza de cada momento que passo nesse processo, estou mais convencido ainda de que minha tese está correta”.
A advogada francana é defendida por dois colegas. Além de Moraes, com experiência de mais de 40 anos, Adriana é defendida por Rui Engrácia Garcia, que atua mais na área judicial, enquanto que o primeiro tem sido o responsável pelas defesas na esfera da OAB.
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