Sem-terra querem dialogar com polícia e proprietário


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Família de sem-terra monta barraca poucas horas após a invasão da Fazenda Santa Terezinha em Franca: MLST se reúne na manhã deste sábado com advogada da família Micali para tratar da retirada do grupo da &a
Família de sem-terra monta barraca poucas horas após a invasão da Fazenda Santa Terezinha em Franca: MLST se reúne na manhã deste sábado com advogada da família Micali para tratar da retirada do grupo da &a
Os militantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) cumpriram a promessa de resistir à saída da Fazenda Santa Terezinha, localizada no município de Franca, invadida na madrugada de sábado por mais de cem pessoas. A liminar de reintegração de posse, concedida na quarta-feira, deu um prazo de 48 horas para que o grupo deixasse a propriedade, o que não ocorreu. Temendo uma ação da polícia para o cumprimento da ordem judicial de reintegração de posse, a coordenação do MLST, formada por Jean Gomes, Vilmar Silva e Otávio Guimarães, se encontraram ontem com o major Wanderley Arruda, coordenador operacional do 15º Batalhão da Polícia Militar. “Já tivemos algumas experiências que não foram muito boas”, disse Silva. Durante o encontro, o grupo informou ao major a situação da fazenda, que está sendo disputada pelos sem-terra, pelo atual proprietário, Jenevile Micali, e por José Luiz de Oliveira Souza, que diz ser a fazenda uma herança de seu avô e que a propriedade até estaria em seu nome. “O major nos disse que nenhum pedido havia chegado até ele. Mas, como o nosso objetivo é estar sempre dialogando, preferimos nos encontrar com ele”, afirmou Vilmar Silva. E por falar em diálogo, hoje a coordenação do MLST se reunirá com a advogada de Micali, Maria Cláudia Santana Lima de Oliveira, no Sindicato dos Sapateiros a partir das 9 horas. O encontro contará com a presença de Jean Gomes, Vilmar Silva e do advogado dos sem-terra, José Antônio de Castro. A advogada do proprietário da fazenda disse que a intenção é estabelecer uma conversa amigável para promover a retirada dos sem-terra sem grandes traumas. Por outro lado, Vilmar Silva disse que o grupo quer um tempo maior para conseguir levantar toda a documentação da fazenda que, segundo ele, prova que a propriedade, na verdade, é de José Luiz, que, inclusive, estaria disposto a vender a área de 33,8 hectares para o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). “Também entramos com o pedido para cassar a liminar”, disse Silva.

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