A proximidade da primavera (23 de setembro) abre a temporada de migração das abelhas para formação de novas colméias. Com o desmatamento na região, os insetos são obrigados a procurar outros locais para se instalarem e acabam transformando postes, telhados, pneus, árvores e móveis velhos amontoados no quintal em moradia. Em Franca, as ocorrências envolvendo enxames se intensificam. O Corpo de Bombeiros recebe, em média, dois chamados por dia, mas há dias em que esse número chega a oito.
Na região, a espécie comumente capturada é a africanizada (cruzamento da abelha africana com a européia), uma das mais ferozes. Os insetos são perigosos e, se atacarem uma pessoa, podem provocar choque anafilático e matá-la.
Os moradores que encontrarem enxames devem acionar a Prefeitura para fazer a retirada dos insetos e conduzi-los para colméias do Apiário Municipal, que embala o mel em sachês e distribui para 38 entidades conveniadas ao Fundo Social de Solidariedade.
Caso as abelhas estejam em locais inacessíveis, em escolas ou outros pontos que representem risco à população, os bombeiros são chamados. A equipe faz vistoria no local e, se perceber que o enxame é passageiro, pede para o solicitante aguardar entre 24 e 48 horas até os bichos se dispersarem. Se continuarem no local e não houver meio de retirá-los, serão exterminados. “Queimamos ou usamos solução de detergente e água para eliminar os insetos”, disse o sargento Cléber Teixeira.
PERIGO
As pessoas não podem mexer com os animais nem arremessar pedras ou pedaços de pau, pois eles atacam quando se sentem ameaçados. Em agosto, os bombeiros registraram 29 ocorrências de enxames e em uma delas houve ataque.
No dia 30 de agosto, eles socorreram um senhor de 54 anos, que levou 50 ferroadas. Ele estava consertando o telhado nos fundos de um estacionamento da Avenida Presidente Vargas, quando foi surpreendido por um enxame e picado. “A vítima está bem, mas se fosse alérgica, poderia ter morrido com essa quantidade de picadas e concentração do veneno”, disse o sargento Teixeira. A retirada das abelhas pode ser solicitada pelos telefones (16) 3724-7080 ou 193.
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