Diálogo com a morte


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O leitor ‘Gladius Colina’ se disse inconformado com a morte da jovem Maria Cristina Oliveira, na última segunda-feira, após mais de duas horas à espera de atendimento. Escreveu o texto ‘Diálogo com a morte’ que segue, considerando-o uma forma de manifestar sua angústia frente à situação de abandono da vítima. Gladius pergunta à morte: Tu que rondas a alma de nosso povo; À espera silenciosa e astuta do momento oportuno; Tendo como aliada a incompetência dos que decidem; Diga-nos ainda agora - quem são teus ajudadores? E ela responde: Quem ousa inquirir-me sobre aliados e ajudadores?! Pactos secretos nos unem em segredo, me recuso delatá-los publicamente. Equivoca rotulando-os de incompetentes; seu mero e fraco mortal! Eles (ajudadores) são brilhantes e muito competentes em servir-me; Obreiros fiéis que me auxiliam no alcance de boas estatísticas. Só revelarei duas coisas a ti: eles são vaidosos demais para serem leais a um povo; Ofereço a contrapartida para terem o que prometer e, assim, exercerem seu poder! Preciso ir agora, sou convidada em algum gabinete para despachar com amigos... Gladius Colina é leitor do Comércio

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