Negociações entre a Santa Casa e a Prefeitura avançam


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O superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno (à esq.), e o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira: novela dos atendimentos segue indefinida
O superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno (à esq.), e o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira: novela dos atendimentos segue indefinida
A Prefeitura de Franca e a Santa Casa realizaram ontem mais contatos em busca de um acerto para a situação dos atendimentos ambulatoriais na cidade. E, ao contrário das conversas anteriores, parece que, desta vez, a negociação evoluiu. Ficou acertado que as partes farão um “contrato tampão” de quatro meses para que a população não fique descoberta e, depois desse período, seria fechado um acordo mais duradouro. O valor do contrato temporário seria em torno de R$ 1,2 milhão, cerca de R$ 300 mil mensais. Mas, para variar, ainda há um empecilho para que o trato seja fechado. A Santa Casa teria aceitado a oferta da Prefeitura, mas estaria exigindo a retroatividade do valor desde janeiro. O prefeito, por sua vez, não teria aceitado, alegando falta de recursos, e oferecido, em contraproposta, acertar as diferenças de maio em diante. Há meses, tenta-se, sem sucesso, acertar um acordo sobre os pagamentos dos atendimentos ambulatoriais de várias especialidades, principalmente a ortopedia. A situação se tornou mais grave desde segunda-feira, quando a Santa Casa parou de agendar retornos. A atitude do hospital é preocupante, pois a prefeitura diz não ter como absorver, de uma hora para outra, os quase 5 mil atendimentos mensais feitos hoje. O promotor de Justiça e curador da Santa Casa, Decio Piola, acredita que o contrato será firmado esta semana. Para ele, até agora, os usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) na cidade não foram prejudicados. “A Promotoria está acompanhando tudo. Até agora está tudo normal. Acredito que o bom-senso prevalecerá e não será necessário partir para outras medidas”.

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