Justiça concede reintegração de posse em área invadida


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Vilmar Silva, um dos líderes dos sem-terra na região (à esq., com cobertor xadrez) conversa com integrantes do MLST durante invasão na Fazenda Santa Terezinha e promete não deixar a área, mesmo após decis&a
Vilmar Silva, um dos líderes dos sem-terra na região (à esq., com cobertor xadrez) conversa com integrantes do MLST durante invasão na Fazenda Santa Terezinha e promete não deixar a área, mesmo após decis&a
A juíza da 4ª Vara Cível, Julieta Maria Passeri de Souza, concedeu ontem reintegração de posse a Jenevile Micali, proprietário da Fazenda Santa Terezinha, ocupada desde a madrugada de sábado pelos militantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra), que até então ocupavam a Fazenda Jandira em Cristais Paulista. A previsão era de que o oficial de Justiça fosse até a propriedade entregar a liminar, mas até as 18 horas ainda não havia aparecido. Vilmar Silva, um dos coordenadores do MLST, disse que já aguardava a reintegração de posse. “Não foi novidade, mas consideramos uma injustiça a juíza ter concedido posse da fazenda sem ter ouvido ambas as partes, até porque a fazenda está no nome de outra pessoa”, disse Silva, que afirmou ainda que o MLST já contratou advogados de Franca e de Ribeirão Preto para tomar conta do caso. A advogada de Jenevile Micali, Maria Cláudia Santana Lima de Oliveira, disse que a liminar determina a imediata desocupação da propriedade. O MLST promete resistir. “Desta propriedade não pretendemos sair”, afirmou Vilmar. Segundo Sonilda Silva, que também atua na coordenação do MLST, consta na escritura como proprietário o aposentado José Luiz de Oliveira Souza, que há 30 anos luta para reaver as terras que teriam sido ocupadas por posseiros e posteriormente vendida para Micali. “O José Luiz está interessado em vender a terra e até já encaminhou uma proposta para o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária”, afirmou ela. A fazenda está localizada às margens da Rodovia Felipe Calixto, que liga Franca a Ribeirão Corrente. A propriedade foi invadida por aproximadamente cem militantes do MLST na madrugada de sábado, 9. Em quatro dias, esse número praticamente triplicou com pessoas vindas de Franca, Cristais Paulista, Ribeirão Corrente, Jeriquara e Rifaina. Pelo menos, por enquanto, o MLST não planeja uma nova ocupação, mesmo assim o grupo disse estar de olho em 9 mil hectares em toda a região. A lista de espera de famílias interessadas em se filiar aos sem-terra chega a 500 pessoas.

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