O futuro da advogada Adriana Telini Pedro será decidido sexta-feira, 15. Acusada pela Polícia Civil de Franca de envolvimento com o crime organizado, ela terá sua conduta disciplinar julgada pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em Ribeirão Preto. A sugestão para exclusão da Ordem é uma das penalidades previstas. Telini encontra-se suspensa preventivamente.
A advogada foi flagrada por escutas telefônicas autorizadas pela Justiça combinando assaltos contra um casal de clientes que havia acabado de receber dinheiro da partilha de um imóvel.
Também foi surpreendida dando abrigo ao criminoso Eurípedes Moura Júnior, vulgo “Perna”, que havia fugido da cadeia. Preso por roubos, o criminoso é suspeito de integrar o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Ainda pesa contra a advogada uma acusação de favorecimento ao tráfico de drogas. As denúncias foram publicadas com exclusividade pelo Comércio da Franca no dia 21 de maio. O caso teve repercussão nacional. Diante do forte apelo, a 13ª Turma do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB suspendeu a advogada francana por 90 dias, no dia 23 de junho.
Nesta sexta-feira, os 20 relatores da entidade julgarão o mérito do processo. A pauta prevista para ser analisada começará às 9 horas na Casa do Advogado, em Ribeirão Preto. O julgamento da advogada não tem hora certa para começar. Adriana Telini poderá ser absolvida, multada, advertida, censurada ou suspensa. “Os auditores também podem sugerir sua exclusão ao Conselho Estadual”, disse Luiz Gastão de Oliveira Rocha, presidente do Tribunal de Ética e Disciplina.
Em caso de alguma punição, a advogada poderá recorrer. Se absolvida, voltará a exercer sua função a partir do dia 23, quando termina sua suspensão preventiva.
Os dois pedidos de prisão preventiva efetuados pela Polícia Civil de Franca contra a advogada - por formação de quadrilha e associação ao tráfico de drogas - ainda não foram analisados pela Justiça.
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