Contador de Histórias


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Contar histórias. De modo bem simples, é basicamente isto o que o jornalista faz em seu dia-a-dia de trabalho. Mas, claro, a profissão exige dele mais. Senso crítico apurado, boa redação, domínio de língua estrangeira, sólida base social e humanitária, ser curioso, além de estar sempre disposto a batalhar pela informação são itens que compõem a bagagem cultural do profissional. Adiciona-se aí mais uma extensa lista de livros consumidos ao longo de sua vida e certamente o jornalista estará quase pronto para se iniciar no caminho de pedras da profissão, restando apenas a sua graduação. Para se tornar um profissional da notícia, o jovem terá que obter o registro nas delegacias regionais do trabalho. Sua liberação depende de formação específica em cursos reconhecidos pelo MEC (Ministério da Educação), 52 em todo o País, no total. Mas, sua graduação em jornalismo não o tornará de fácil aceitação no mercado de trabalho, muito menos o manterá lá. Sua bagagem cultural será seu lastro para mantê-lo em solo onde “a concorrência é acirradíssima”. Lucas Rodrigues, repórter hoje contratado por uma emissora afiliada à Rede Globo, em Ribeirão Preto, sabe bem o que é concorrência. Também sabe que é preciso se sobressair para conseguir algo. Entrou para a faculdade em 2001 e, desde o início, quis aprender o ofício na prática. Arranjou vaga em jornais comunitários de Franca nos dois primeiros anos. Em seu terceiro ano na universidade, ingressou como estagiário de produção na TV Record local. “No começo eu só atendia telefonemas, fazia pauta, produzia alguma coisa. Foi no quarto ano de faculdade que comecei a fazer matérias factuais. Eram as que ninguém gostava, sobrava para mim. De vez em quando eu aparecia nas imagens”, conta o jornalista, com orgulho de ter entrado no único universo que se via dentro, persistido e se dado bem. “Desde que entrei (na faculdade) sabia o que queria (fazer TV)”, afirmou. A persistência do jornalista, de fato, reservou a ele uma boa colocação. Quando Lucas se formou, mudanças em seu emprego na TV permitiram que ele se efetivasse. Pouco tempo depois, mais mudanças e ele passou a apresentar um jornalístico para a emissora. “As circunstâncias me fizeram trocar de emprego, mas fiz uma ótima escola depois da faculdade”, disse. Por falar em escola, o jornalista afirma que apesar de haver uma discussão na Justiça sobre a necessidade ou não de graduação em sua área, sua opinião é favorável ao curso. “A discussão em sala de aula das práticas e teorias jornalísticas, o ambiente universitário, a constante troca de conhecimentos na faculdade de jornalismo são essenciais para a formação de profissionais”, afirmou ele. UNIVERSIDADES Seja por graduação por formação prática, o jornalista tem uma grande responsabilidade para com a sociedade. Segundo o Guia Do Estudante Abril (guiadoestudante.abril.com.br) “o jornalista é o profissional da notícia. Ele investiga e divulga fatos e informações de interesse público, redige e edita reportagens, entrevistas e artigos, adaptando o tamanho, a abordagem e a linguagem dos textos ao veículo e ao público a que se destinam. Senso crítico, capacidade de expressão, domínio do português e de técnicas de redação são fundamentais no exercício da profissão. Ele precisa dominar, também, os softwares de edição de textos e de imagens”. Para os jovens, há quatro boas opções de faculdades privadas na região com graduação em jornalismo. Mas é necessário que se conheça outras opções entre as consideradas melhores do País. Citaremos pelo menos algumas delas: Faculdade Cásper (www.facasper.com.br); Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo) (www.eca.usp.br); Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul (www.pucrs.br); e Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC (www.ufsc.br).

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