Esquecidos


| Tempo de leitura: 2 min
O sonho de conseguir um terreno e construir a casa própria vem se tornando um pesadelo para os moradores do Residencial Itapuã. Embalados com promessas de muitas facilidades eles compraram seus imóveis e, hoje, se sentem enganados pelo loteador e esquecidos pela prefeitura. Os terrenos foram colocados à venda em meados de 2003. O panfleto publicitário distribuído à época era claro: terrenos com água, esgoto, energia, iluminação pública e asfalto. Nos contratos assinados, a promessa de que tudo estaria pronto em dois anos. Segundo os moradores, tudo ficou só nas promessas. Passados quase três anos, a situação é bem diferente da prometida pela imobiliária. Famílias que construíram suas casas no local estão morando em condições precárias. Sem água encanada, energia elétrica ligada e sem esgoto. Os moradores reclamam. “Comprei com a promessa de morar em um lugar digno. Aqui no bairro não tem nada. Tive que fazer uma fossa no quintal. Tenho água e energia puxadas da casa de um amigo, que mora no Jardim Santa Helena. A imobiliária só nos enrola”, disse o morador Jorge Sebastião Arroyo. Aqueles que se aventuraram em morar no bairro sem infra-estrutura só o estão conseguindo graças à ajuda dos vizinhos de um bairro próximo, que fornecem água e energia. “Dividimos a conta de energia e água da casa do meu irmão. Estamos pagando mais de R$ 200 somente para a CPFL”, contou o sapateiro Claudemir Guiraldeli, que também assinou contrato e construiu seu imóvel. O loteamento foi aprovado pela Secretaria de Planejamento e Urbanismo Municipal. Segundo o responsável pela pasta, Wilson Luiz Teixeira, o empreendedor apresentou todos os documentos exigidos para aprovação de um loteamento. “Por lei federal, o loteador tem dois anos para executar as obras. Podendo esse prazo ser prorrogado por mais dois anos. Conhecemos o problema do bairro e já notificamos várias vezes a imobiliária sobre as reclamações”, disse Teixeira, sem, no entanto, explicar quais medidas foram tomadas a partir do não cumprimento das notificações. No bairro já existem redes de galerias, porém não foram interligadas. O mesmo acontece com a energia elétrica. “O loteamento foi aprovado. Agora o problema aconteceu na rede de esgoto. Ele(o loteador) tem que resolver isto sob pena de ações do Ministério Público”, disse Wilson Teixeira, sem falar em prazos.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários