Maratona de dança


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A partir de hoje, Franca vai respirar dança. Uma verdadeira maratona, com 50 grupos, mais de 800 bailarinos e, espera-se, um grande público, darão a cara do Festival de Dança de Franca. Parte do calendário de eventos culturais da cidade desde 2000, o Festival tem como uma de suas missões transformar essa manifestação artística em algo mais respeitado e valorizado dentro da cidade. “Há muitos grupos em Franca. Neste ano, tivemos inscrição de grupos que a gente nem sabia que existiam”, diz a bailarina Carla Pacheco, uma das idealizadoras do festival que, desde o início, tem o apoio da Prefeitura de Franca. Além disso, o festival atrai diversos grupos de outras cidades da região, como Ituverava e Orlândia, e também de localidades mais distantes, como Uberlândia e Uberaba, de Minas Gerais, e São Carlos (SP). O evento, que termina no domingo, é dividido em três partes. Há a mostra competitiva, na qual os grupos são julgados e os primeiros colocados premiados; a mostra paralela, em que não há competição, apenas apresentação das coreografias; e o palco livre, que acontecerá no sábado, com apresentações na concha acústica da Praça Nossa Senhora da Conceição. É um evento bem democrático e a entrada é apenas uma lata de óleo ou um litro de leite longa-vida. Para abrir o festival, haverá, hoje, uma apresentação do Balé da Cidade. O grupo, que tem 16 bailarinos em seu elenco, foi montado neste ano, depois de duas seletivas, e é uma parceria de Carla Pacheco com a Prefeitura. “A idéia é oferecer oportunidade profissional a bailarinos da cidade”, explica Carla. Formado em maio, o grupo ensaia de segunda a quinta-feira e já fez duas audições. Para o festival, será apresentada uma coreografia clássica, de Guivaldi de Almeida, e uma contemporânea, de Daniela Rosa. “Estamos juntos há pouco tempo e só pudemos trabalhar a dança clássica e a contemporânea. Mas vamos nos dedicar a todos os estilos, como neoclássico e livre”, diz. Mostrar todos os estilos também é a idéia do festival. No palco, o público não verá apenas balé clássico. Haverá desde coreografias tradicionais que, costumeiramente, são remontadas pelas companhias de dança, até dança para deficientes físicos, que mostram a superação de limites por meio da arte. Professora de dança há 20 anos, Carla Pacheco espera que esse festival funcione como estímulo àquelas pessoas que têm vontade de dançar e, também, de se profissionalizar nesse meio. Além, é claro, de formar público para espetáculos de dança. “O que eu quero é que a arte da dança chegue a mais pessoas e com uma qualidade cada vez maior”, diz.

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