O procurador da República em Franca, João Bernardo da Silva, promete intervir na Santa Casa e na gestão plena da Saúde caso a instituição não entre em acordo com a Prefeitura.
A discussão se acirrou na semana passada: o hospital anunciou que iniciaria ontem a paralisação dos serviços se não recebesse o que deseja. O poder público, por sua vez, diz que não possui dinheiro para bancar o valor pedido pela instituição.
O procurador diz que se o impasse colocar o atendimento aos usuários do SUS em risco, ele agirá imediatamente. “Se não houver um acerto entre a Santa Casa e a Prefeitura, e isso se refletir no atendimento à população, poderá haver uma imediata intervenção do Ministério Público Federal”.
As conseqüências de uma ação do MPF podem ser graves. “Pode haver a interrupção de verbas federais para a Santa Casa e a responsabilização na Justiça do secretário de Saúde e do prefeito”, disse o procurador. “Se houver interrupções, a intervenção é imediata, com o pedido de uma liminar e tudo mais”, reiterou.
TUDO NORMAL
Apesar de toda a discussão entre a administração da Santa Casa e a Prefeitura na semana passada, ontem, os procedimentos ocorreram sem sobressaltos. Segundo o diretor-clínico dos prontos-socorros “Dr. Janjão” e Infantil, Renato Del Bianco, da meia-noite ao meio-dia de ontem, 13 pacientes foram encaminhados para a Santa Casa e todos foram atendidos. “Eram pacientes de diversas especialidades, inclusive de ortopedia. E não aconteceu nada de anormal. Foram todos aceitos na Santa Casa. Não há motivo para a população se preocupar”, disse.
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