Mãe reclama: ‘Faltou respeito’


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A pensionista Pastora de Jesus dos Santos, 64, estava chocada com a morte de sua filha, Maria Cristina de Oliveira. Mesmo após a chegada do serviço funerário, ela ainda acreditava que a filha estivesse viva. Tão logo se restabeleceu, não economizou críticas aos serviços de ambulância da cidade. Disse que Maria Cristina, por ser deficiente mental, deveria ter recebido mais atenção e consideração dos socorristas. “Merecia ter recebido um atendimento bem-feito”. Para ela, ainda faltou agilidade aos atendentes dos bombeiros e da Defesa Civil. “Se os socorristas chegassem mais rapidamente, minha filha não teria morrido. Se eles tivessem vindo há mais tempo, tenho certeza de que a Maria teria sobrevivido”. Ela lembrou que a filha não tinha problemas anteriores de saúde, só estava com uma forte dor de garganta. Comércio - Como a senhora percebeu que a Maria estava passando mal? Pastora - Eu estava dando comida para ela quando ela começou a tossir. A impressão que tive é de que a comida parou e não ela conseguia respirar. Fiz massagem nela, balancei sua cabeça. Nessa hora, minha outra menina chegou. Comércio - Foi quando a senhora chamou socorro? Pastora - Todo mundo. Demorou o quê? Mais de três horas para chegar o socorro aqui, a ambulância. Para tudo quanto é ambulância telefonamos e nenhuma veio. Comércio - Como mãe, de que forma a senhora vê toda essa situação? Pastora - Isso é uma falta de respeito, viu? Ela era deficiente, uma criança (sic) que devia ter um atendimento muito bem-feito. Comércio - Faltou respeito? Pastora - Faltou sim. E muito. A boca dela estava branquinha, não tinha nem cor mais a boca da menina (...) Se eles tivessem vindo há mais tempo, tenho certeza de que minha filha tinha sobrevivido.

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