Depois de esperar mais de duas horas por socorro da Defesa Civil Municipal, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, a jovem Maria Cristina Oliveira, 24, não resistiu a uma parada cardiorrespiratória e morreu, em sua casa, no Jardim Santa Bárbara. Para aumentar o sofrimento da família, o corpo só foi removido pelo serviço funerário depois de outras duas horas. A mãe da vítima, a pensionista Pastora de Jesus dos Santos, 64, estava revoltada. “Faltou respeito com a minha filha”.
A agonia da família começou ontem de manhã, quando Maria Cristina, que era deficiente mental e não andava nem falava, sentiu falta de ar e vomitou várias vezes. Assustada, sua irmã, a dona de casa Maria Helena Oliveira, 36, solicitou uma ambulância da Defesa Civil pelo 192. Eram por volta de oito horas. “O homem que atendeu disse que o socorro demoraria porque não tinham carros naquele momento. Eu insisti, liguei várias vezes entre as 8h30 e 10 horas, mas ninguém apareceu”. Ela disse que teriam, então, ligado para o Corpo de Bombeiros e para a Polícia Militar, mas, novamente, não obteve socorro.
Pouco depois das 10 horas, a mãe constatou que Maria Cristina havia parado de respirar. A família diz que tornou, em vão, a procurar os órgãos competentes. Mais de uma hora depois, por volta de 11h25, uma viatura do Bombeiros chegou ao local, confirmou o óbito e solicitou a presença do serviço funerário para remover o corpo, o que ocorreu às 11h55.
Entre familiares e vizinhos, o clima era de revolta. “Além de não socorrerem, deixaram minha irmã lá, morta, em cima da cama por um tempão. É uma tremenda falta de humanidade da Prefeitura, dos bombeiros, da polícia, de todos eles, principalmente porque ela era uma pessoa especial”, desabafou a irmã da vítima, Maria Lúcia Oliveira, 25.
A Assessoria de Imprensa da Prefeitura disse que o caso não era de sua competência. “Nós só pagamos os funcionários da Defesa Civil, mas o comando operacional é dos bombeiros”, disse Marcelo Facuri, chefe da Divisão de Comunicação da Prefeitura.
O capitão Alexandre Luís dos Santos, responsável pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil, nega ter havido negligência. “Não atendemos nenhuma ligação”
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