Houve um tempo em que ser pego durante o “ato” pela mãe ou a tia era motivo de castigo, e dos “bravos”. A igreja classificou-a como um pecado contra natureza, pior até que o incesto. A medicina já a associou à uma doença abominável e a um mal moral.
Hoje, mesmo ainda tachada como tabu, a masturbação não é mais “crime” e, segundo especialistas, tem lá seus benefícios.
Antes que o garoto ou a garota que estejam lendo este texto enrubesçam de vergonha, é preciso dizer: “descobrir-se”. A masturbação nada mais é do que um ato de auto-estimulação dos órgãos genitais, manualmente ou por meio de objetos, com o objetivo de obter prazer sexual, seguido ou não de orgasmo.
Durante esta viagem, uma enxurrada de hormônios tomam conta do corpo do adolescente. Além de proporcionar ao jovem uma sensação de êxtase, dá-lhe a chance de conhecer o próprio corpo, suas zonas erógenas.
Adultos se masturbam. Adolescentes também. Apesar disso, é preciso saber que para cada um, há uma conotação diferente. Ou seja, para os jovens que se descobrem, o estímulo imaginário ainda não é carregado de experiências sexuais como o de um adulto. “O erotismo infantil e o juvenil são mais ingênuos”, diz o psicólogo Ari Pedro Balieiro Júnior.
INICIAÇÃO
A masturbação é observada em algumas espécies de primatas, em indivíduos masculinos jovens ainda em fase de maturação sexual. Na espécie humana, a masturbação é comum em ambos os sexos e em uma larga faixa etária, começando no início da puberdade.
Os dados referentes à masturbação são escassos. Sabe-se pelo menos que os meninos se masturbam mais que as meninas. Segundo o Estudo comparativo sobre o comportamento sexual da juventude secundarista e universitária de Porto Alegre, publicado em 1997 pela editora Asbra/Sasia, na fase adolescente quase todos jovens do sexo masculino se masturbam, ou seja, 97,1% dos jovens do ensino médio, enquanto ocorre com 98,9% dos universitários. Para as garotas, os números são assim: enquanto as do ensino fundamental somaram 35,7%, as universitárias foram 61,1%.
Alguns psicólogos acreditam que a masturbação na adolescência é essencial para o autoconhecimento, desde que não se torne uma obsessão. “Neste caso, o melhor é o auxílio de um profissional”, explica Ari Balieiro.
Vale a dica: tudo a seu tempo e sem exageros é saudável.
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