Em plena safra da cana-de-açúcar, abastecer o carro em Franca não tem sido um bom negócio para os motoristas que viajam pela região. O preço do litro do álcool e da gasolina na cidade está na contramão de pelo menos seis municípios da macrorregião e de cidades como Patrocínio Paulista, Restinga e Pedregulho.
Enquanto a maioria sofre redução nos preços, Franca apresenta elevação e diferenças de até R$ 0,27 entre um posto de combustíveis e outro.
Segundo levantamento da ANP (Associação Nacional do Petróleo), durante o mês de agosto, houve queda no preço do litro do álcool, logo contornado e estabelecido em R$ 1,41 em média. Nas cidades vizinhas, o preço não ultrapassa R$ 1,39. Em Sertãozinho, o litro custa em média R$ 1,24.
A gasolina, em 20 de agosto, era vendida a R$ 2,52. Uma semana depois, houve acréscimo de dois centavos no litro do combustível. Na cidade de Ribeirão Preto, o litro podia ser encontrado neste fim de semana por R$ 2,45.
No Sincopetro (Sindicato do Comércio de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo) de Franca, a justificativa para essa diferença é de que o sindicato não faz controle de preços, apenas cuida das legislações trabalhistas e ambientais e do contato entre distribuidoras e revendedoras. O Comércio ouviu ontem sete revendedores da cidade, mas nenhum soube dizer o porquê da diferença ou preferiram não se manifestar.
Para a enfermeira Daniela Cristina de Andrade, 27, proprietária de um Fiat Uno, o preço cobrado pelo combustível em Franca é um absurdo. “Sei que se eu for a um posto de beira de estrada, o combustível é mais barato do que em Franca”, disse.
Com regime de liberdade de preços em toda a cadeia de produção e comercialização de combustíveis desde janeiro de 2002, o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) se limita apenas a fazer pesquisa de preços mensalmente. A próxima deverá ser concluída nesta sexta-feira.
“Sabemos que o preço de Franca é o mais alto da região, por isso alertamos a população informando o posto (que cobra) mais caro, o mais barato e as diferenças de preços”, disse o chefe do Procon Franca, José Antônio Guimarães. O órgão também fiscaliza se os postos colocam em local de destaque as placas com o valor dos combustíveis, o que é obrigatório.
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