Mortes ao volante


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Duas pessoas morreram no fim de semana prolongado após acidentes de trânsito nas ruas de Franca. Outras 19 ficaram feridas
Duas pessoas morreram no fim de semana prolongado após acidentes de trânsito nas ruas de Franca. Outras 19 ficaram feridas
O feriado prolongado de Sete de Setembro chegou ao fim com um saldo de dois mortos e 19 feridos em decorrência de acidentes ocorridos na região. Apesar do grande volume de tráfego de veículos, não houve vítimas fatais nas rodovias locais. As batidas com mortes aconteceram na área urbana de Franca e foram motivadas pela imprudência dos motoristas. O comerciante Geraldo Ferreira da Silva Filho, 34, perdeu a vida na madrugada de sábado ao colidir seu carro em um poste no Jardim Noêmia. Segundo a polícia, ele dirigia com excesso de velocidade. Na manhã de domingo, o advogado Gustavo Eduardo Junqueira de Toledo, 33, também morreu ao ter sua moto atingida por um veículo desgovernado. O acidente envolvendo Gustavo aconteceu por volta das 6h30 de domingo na Rua Maria Martins de Araújo, Jardim Lima. O advogado trafegava pela via com uma moto XLX 350, quando teve seu veículo atingido pelo Pointer vermelho conduzido pelo sapateiro Leandro Roberto Faria, 22. Com o impacto, Gustavo foi arremessado ao solo e sofreu traumatismo craniano e fraturas pelo corpo. Socorrido pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros, morreu ao dar entrada na Santa Casa. Segundo informações colhidas pelos policiais junto a testemunhas, o motorista do Pointer não teria respeitado a sinalização de parada obrigatória, o que teria provocado o acidente. Conduzido ao Plantão Policial, foi indiciado em crime de homicídio culposo (sem intenção de matar) pelo delegado Abmael David Abmael. Após familiares pagarem a fiança de R$ 500, o acusado foi liberado e responderá ao processo em liberdade. Ele ainda perguntou se não tinha uma fiança menor, mas não foi atendido pelos policiais. Em entrevista por telefone ao Comércio da Franca, ontem à tarde, Leandro Roberto admitiu não ter obedecido à sinalização. “Quando cheguei ao cruzamento, reduzi a velocidade. Como a moto estava longe, segui em frente e acabamos batendo. Acho que o motoqueiro vinha muito rápido e não foi possível desviar”. Ele estava no carro com outras quatro pessoas. Ninguém se feriu. O sapateiro contou que teria ido buscar uma amiga em uma boate na Rodovia que liga Franca a São José da Bela Vista e seguia para um posto de gasolina para sacar dinheiro no caixa eletrônico. Antes, participou de uma festa de aniversário do avô no Jardim Aeroporto e tomou cervejas ao lado de amigos e familiares. “O churrasco foi bem antes do acidente. Eu bebi pouco e não estava embriagado. Não sou um assassino como estão dizendo. O que aconteceu foi uma fatalidade.” O advogado Gustavo Eduardo Junqueira de Toledo morava na Rua dos Pracinhas, a dois quarteirões de onde aconteceu o acidente. Seu corpo foi sepultado domingo à tarde, no Cemitério da Saudade, com trabalhos da Funerária Tedesco. BATIDA CONTRA O POSTE Foi o segundo acidente com vítima fatal na cidade durante o fim de semana. Conforme o Comércio da Franca já havia publicado em sua edição de domingo, o comerciante Geraldo Ferreira da Silva Filho, 34, morreu no início da madrugada de domingo ao bater violentamente seu Escort em um poste de iluminação pública na Avenida São Vicente, próximo ao restaurante Mansueto. A pancada foi tão forte que a base de sustentação do poste entortou. Bombeiros que atenderam à ocorrência disseram que o excesso de velocidade pode ter sido a causa do acidente. Foi encontrada uma lata de cerveja dentro do carro.

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