Fotografias de viagem


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A máquina fotográfica é utensílio indispensável em qualquer viagem. Seja para registrar as paisagens, a cultura, um momento engraçado ou a situação social do lugar visitado. Até o fim do mês, os francanos poderão ver duas exposições que mostram, justamente, registros de viagens, ou melhor, de verdadeiras aventuras. Na exposição Expedição Huayna Potosi, o visitante verá fotografias da viagem que quatro amigos fizeram aos Andes bolivianos em julho. Foram 15 dias de uma aventura que culminou com a chegada ao Huayna Potosi, a 6 mil metros de altitude. Já na mostra Vozes da Diversidade, é possível ver cenas do cotidiano de moradores de Cingapura, Índia, Quênia e Ilhas Maurício, registradas por um estudante de Relações Internacionais (veja os locais das exposições no quadro ao lado). Embora com conteúdos totalmente diferentes, as duas exposições revelam imagens de realidades distantes da brasileira. No caso da expedição aos Andes, foram feitos registros das mais diversas paisagens, onde as montanhas de gelo são constantes. O professor de Educação Física da Unifran, Ricardo Dantas, autor das fotografias, viajou em julho - acompanhado pelo biólogo Marco Balbuio, pelo fotógrafo André Dib e pelo médico Luis Guimarães. Foram 12 dias de adaptação à altitude e ao ar rarefeito e três dias de caminhada e escalada para se chegar ao cume da montanha. A cada subida, os aventureiros ficavam em acampamentos, sob um frio intenso que chegou a atingir 20 graus negativos. “Por mais que estivéssemos com roupas apropriadas, o frio era incômodo, principalmente para dormir. O ar que você respira é muito gelado”, explica Ricardo. Durante a subida, que aconteceu durante a madrugada, eles tinham de beber água quente para se aquecer. Mas, segundo o professor, o que se vê do alto da montanha é compensador. “A vista é impressionante. É possível avistar desde as luzes de La Paz até os grandes vales e montanhas da Cordilheira Real. Permanecemos no alto por volta de 40 minutos e já com o sol nos aquecendo iniciamos a descida de aproximadamente três horas de duração”, conta. DIVERSIDADE CULTURAL Na exposição Vozes da Diversidade, o estudante de Relações Internacionais Fabrício Borges Carrijo, 24, mostra registros da viagem de dois meses que fez por Cingapura, Quênia, Índia e Ilhas Maurício. Fabrício foi um dos 12 brasileiros selecionados para a 18ª edição do “Ship For World Youth Program”, projeto realizado pelo governo japonês que reuniu participantes de 13 países para debater vários temas internacionais. A viagem aconteceu no início do ano e começou pelo Japão, onde os viajantes ficaram por nove dias antes de embarcar, de navio, pelos outros países. A maioria das imagens expostas mostra cenas cotidianas das pessoas. “Não queria fotos posadas. Queria imagens naturais, da pessoa no seu dia-a-dia, nos seus afazeres”, conta. A idéia de Fabrício é mostrar a diversidade cultural encontrada nesses países. “O que mais aprendi nessa viagem é que não existe uma cultura melhor ou pior do que a outra. Então, cabe a nós o desafio de conviver de forma pacífica dentro da diversidade”, explicou. Para ele, quando houver uma compreensão e um respeito a esse ambiente multicultural, será possível falar em coexistência pacífica entre os povos. Para quem quiser saber um pouco mais da experiência de Fabrício, ele dará uma palestra hoje à noite, a partir das 20 horas, no Centro Cultural Cangoma.

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