Renúncia de Valim abre crise


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A Câmara Municipal decide, nesta terça-feira, quem será o novo primeiro-secretário. Sem Marcelo Valim, que renunciou ao cargo na última sessão, a inexperiente Mesa Diretora, responsável por administrar a Casa, fica ainda mais frágil. O presidente Marcelo Mambrini (PMN), o segundo-secretário Zezinho Cabeleireiro (PTB) e o vice-presidente Donizete da Farmácia (PMN), todos vereadores de primeiro mandato, aguardam para saber quem será seu novo companheiro na Mesa. Ainda que Valim também não possa se gabar de ter grande experiência na Câmara, desde o início, o tucano foi um dos mais ativos vereadores desta legislatura. Sem ele, a Mesa Diretora se enfraquece. E o próprio Mambrini concorda. “Ela se enfraquece à medida que tudo caminha normalmente. De repente, por um problema, considerado assim pelo Valim, ela se enfraquece temporariamente”, disse o presidente da Câmara, que considera insuficientes os motivos alegados por Valim para renunciar. Valim defende a sua decisão. “Tudo que ele (Mambrini) fez aqui eu nunca fui consultado. Estou aqui para quê? Para fazer papel de palhaço? Ele toma as decisões dele e nós ficamos a ver navios”, disse Valim. A decisão do presidente da Câmara de reformar a sede do Legislativo não comunicada ao ex-primeiro-secretário foi o estopim para a renúncia. QUEM QUER? Em meio aos problemas internos gerados pela saída de Valim, os vereadores precisarão definir que será o seu substituto por meio de uma eleição. Difícil saber quem poderá se apresentar como candidato. A bancada do PT e do PSB não dará essa “colher-de-chá” a Mambrini. Silas Cuba (PT) e Pelizaro (PT) já deram mostras de discordância com a forma como Mambrini conduz a Mesa. No PSB, Joaquim Ribeiro, Valter Gomes e Mauricio Chinaglia já pensam na eleição para presidente da Câmara do próximo ano. Do lado do governo, não há muitas opções. Jepy Pereira não exercerá a liderança do prefeito de forma completa no cargo. O experiente Luiz Carlos Fernandes (PDT) não deve aceitar a incumbência. Graciela Ambrósio, que voltou recentemente de licença-maternidade é outra opção improvável. Fábio Liporoni (PMDB) ocupa cargo de suplente. Restam Rui Engrácia (PSDB) e Nirley de Souza (PSC), vereadores com pouca atuação na Câmara. Mas Mambrini tem sua teoria própria. Otimista, ele aposta que os vereadores se candidatarão. Ele tem até uma lista de possíveis nomes para o cargo. “Para mim, quem tem perfil de primeiro-secretário ali é o Silas, o Mauricinho (Chinaglia) e o Rui”, disse. Silas e Chinaglia infiltrariam a oposição em uma mesa governista e não seriam, segundo o próprio Mambrini, a peça certa para remontar o quebra-cabeças. O tucano Rui Engrácia manteria o domínio da Direita na mesa, mas sua apática atuação nem de longe parece ser suficiente para revigorá-la. Em um cenário indefinido, ao menos uma certeza. O novo nome da Mesa Diretora pouco poderá fazer nos últimos quatro meses do ano para fortalecê-la.

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