35% dos mutuários têm dívidas com a CDHU


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Oligia Rezende, 74, busca regularizar situação na CDHU há mais de dois anos. “Quem sabe agora eu consigo”
Oligia Rezende, 74, busca regularizar situação na CDHU há mais de dois anos. “Quem sabe agora eu consigo”
A inadimplência dos mutuários da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) em Franca atinge patamares elevados. Levantamento da companhia aponta que 35% dos 5 mil mutuários na cidade não estão com o pagamento de prestações em dia, o que equivale a 1.750 mutuários com situação pendente. Para reverter esse quadro, a CDHU implantou uma série de medidas que vão desde a redução de juros à renegociação das dívidas. Milton Leite, gerente regional da CDHU, disse que a medida objetiva recuperar o crédito habitacional e estimular a negociação de débitos junto aos mutuários. Mais da metade, segundo ele, está há mais de dois anos sem pagar prestações. A campanha, intitulada “Sempre em dia”, não tem prazo para terminar. Ela propõe, entre outras soluções, o cancelamento do acordo já feito e não cumprido, adequando as normas financeiras às condições de pagamento dos mutuários. Há ainda a redução da taxa de juros sobre a dívida. De 1% ao mês, ela caiu para 0,2466%. Para incentivar os pagamentos totais de pendências, quem quitar a dívida com pagamento à vista tem isenção total dos juros de mora e da correção monetária. Segundo Milton, os “contratos de gaveta” hoje aceitos pela CDHU são um dos principais motivos que levam à inadimplência. “Normalmente a pessoa compra um imóvel em que a prestação foi estipulada para o primeiro mutuário e depois não consegue pagar”. Mas, mesmo entre os primeiros mutuários contemplados com os imóveis, há muitos com situação irregular. A perda de renda, desemprego e outros problemas de ordem social também são fatores que levam à inadimplência. Oligia Souza Rezende, 74, que mora em apartamento no Parque Vicente Leporace, vive esta situação. Ela foi contemplada com o imóvel, mas ficou dois anos sem pagar por problemas pessoais. Com a dívida acumulada, as prestações passaram de R$ 65 para R$ 330. “Vou tentar negociar de novo. O problema é ter que ir até Ribeirão Preto (local mais próximo de Franca em que a CDHU tem escritório). Nem sempre dá”. Vanderlei Tristão, presidente da Prohab (Pró Habitação Popular de Franca), disse que não há necessidade de os mutuários irem até a vizinha cidade. Praticamente todas as negociações podem ser feitas pela internet pelo site www.cdhu.sp.gov.br (leia mais nesta página).

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