Por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, a Polícia Civil de Franca apurou que “Vaca” seria um dos três pilotos do PCC (Primeiro Comando da Capital) na cidade e comandaria roubos e ataques a policiais e ônibus na zona norte, região do City Petrópolis e do Leporace. Ele seria um dos caixas da facção e movimentava mais de R$ 50 mil por mês. O envolvimento do bandido com o crime organizado também foi detectado pelo serviço de inteligência das polícias de Campinas e São Paulo. O conteúdo dos grampos é mantido em sigilo pelas autoridades.
“Piloto” é a gíria usada pela polícia para definir os chefes do PCC em cada cidade do Estado. Por meio de telefones celulares ou “pombos-correio” (advogados, visitas ou presos em liberdade), recebem ordens dos chamados “generais” - aqueles que possuem hierarquia maior na facção e que estão presos em penitenciárias -para promoverem roubos e ataques em suas áreas de atuação.
Os “pilotos” participam efetivamente dos crimes ou, então, repassam as ordens para os soldados, os últimos na escala.
Vaca foi o segundo piloto do PCC preso em Franca desde o início dos ataques atribuídos à facção em maio. Elton Miranda de Almeida, 23, o “Bicudo”, acusado de ser o piloto da zona leste - área do Jardim Paulistano - foi preso no dia 2 de agosto. Ambos já haviam sido detidos anteriormente acusados de tráfico de drogas. Devido à periculosidade, ficaram poucos dias na cadeia de Franca, sendo transferidos para CDPs.
O terceiro piloto do PCC em Franca identificado pela polícia ainda não foi preso.
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