De repente, você leva um susto ao tentar retirar sua mesada da conta de estudante e percebe que ela está “zerada”. Pior, no extrato bancário você percebe que seu limite de crédito de R$ 200 - pequeno, mas suficiente para seus sonhos - também foi usado. Ou ainda, na fila do cinema, você e sua “pretê” vão assistir à estréia do filme que ela adora, mas na hora de pagar com seu cartão, puff!, o limite estourou. Você enrubrece, puxa pela memória, dá mil desculpas e tenta explicar para ela que não sabia que não tinha crédito. No dia seguinte, soltando fogo pelas narinas, você vai até o banco e pede uma explicação ao gerente do banco que fala: seu dinheiro foi sacado e seu cartão usado em compras virtuais. Mas, como? Pense, pense... Golpe virtual.
Você pode até ter ouvido falar, mas acha que com você nunca vai acontecer. São palavras conhecidas pelos jovens como “spam’s”, “worms”, vírus, cavalos-de-tróia e que geralmente são ignoradas por muitos. Mas, podem trazer transtornos que vão desde pequenos sustos de ter alguns programas corrompidos a furtos via internet por hackers, os piratas dos computadores. Para evitar transtornos para você e sua família, aprenda a proteger seu micro contra os inimigos virtuais.
Em geral, o remetente é “Ju”, “Ma” ou “Amor”, que apesar de parecerem apelidos carinhosos, são iscas para atrair os apaixonados mais incautos. A mensagem diz: “Meu amor. Estou enviando as fotos da nossa viagem. Demorou, mas consegui. Um beijão, ‘Ma’”.
No e-mail, um link para “acessar” as tais fotos poderá desde introduzir um vírus na sua máquina até armazenar um programa malicioso, que se instalará automaticamente no seu computador.
Nesse caso, o programa poderá copiar tudo o que você fizer no PC, desde visitas a sites simples, até compras ou consultas de saldo pela internet. “Os relatórios de tudo o que é feito é enviado sem que o usuário perceba para o hacker, que está em outro computador e que poderá usar estas informações para fins ilícitos”, explica Bruno Lellis, analista de sistemas.
“Ju”, “Ma”, “Amor”, “Le”, “Fe” ou “Ro” são iscas perfeitas para os desavisados. Afinal, quem é que não tem algum amigo ou amiga com nomes que comecem com estas sílabas? É senso comum. Seja Juliana, Juliano, Judite, Maria, Mário, Amanda, Fernanda, Rodrigo, Robson ou Roberta, um destes nomes certamente estarão em nossos círculos de amizades direta ou indiretamente. “Sempre haverá uma associação com esses nomes. Sabendo disso, os hackers preparam suas armadilhas”, afirma o técnico.
As iscas não são poucas. Circulam pela internet inúmeros falsos e-mails que convocam mesários para trabalhar nas eleições 2006, avisa sobre irregularidades no CPF, cobra pendências no SCPC e Serasa entre outros. É tudo falso. Em sua página na internet, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) avisa sobre as armadilhas: “O TRE não envia e-mail a ninguém, nem autoriza qualquer instituição a fazê-lo. Se receber mensagem pedindo atualização de dados, apague-a imediatamente pois pode conter vírus”.
De acordo com Bruno Lellis apagar a mensagem é a única recomandação.
PROTEÇÃO
Para não ser alvo de hackers e seus “phishing scams” (algo como “fraude pesca-bobos”, em português), algumas medidas podem ser tomadas pelos usuários de internet. Primeiro, aprenda a reconhecer este tipo de fraude, com as dicas da Cartilha de Segurança do Cert.br (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil).
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.