MLST invadiu terra produtiva, diz advogada


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Membros do MLST ao redor de fogueira acesa na Fazenda Santa Terezinha, em Ribeirão Corrente, invadida pelo grupo na madrugada de sábado
Membros do MLST ao redor de fogueira acesa na Fazenda Santa Terezinha, em Ribeirão Corrente, invadida pelo grupo na madrugada de sábado
A advogada Maria Cláudia Lima Oliveira, afirmou, que a Fazenda Santa Terezinha, ocupada por integrantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-terra) na madrugada de ontem, é produtiva. São 33,8 alqueires tomados por 150 mil pés de cafés. Os sem-terra dizem que pelo menos outros 9 mil hectares localizados na região estão em situação irregular e podem ser alvos de novas invasões. Maria Cláudia é advogada da família de Genevile Micali, proprietário da fazenda que fica localizada às margens da Rodovia Felipe Calixto, que liga Franca a Ribeirão Corrente. Segundo ela, no local há cinco casas e três delas são ocupadas por empregados da fazenda. A família vai pedir a reintegração de posse na segunda-feira. “Estamos reunidos hoje (ontem) e estudando para que seja feito no menor prazo possível. A fazenda é produtiva. Inclusive têm famílias empregadas, devidamente registradas, cumprindo seu papel social e morando lá. Estamos preocupados com essa situação também. As famílias (empregados) estão com medo”, afirmou Maria Cláudia. A advogada disse ainda que não há dúvidas sobre a propriedade pertencer a família Micali, fato que foi ventilado durante a ocupação pelo Coordenador Estadual do MLST, Vilmar da Silva. Ele disse quer a propriedade está sendo questionada na Justiça. “Os herdeiros, inclusive, nos acompanharam na ocupação”. OCUPAÇÃO As famílias que acamparam na Fazenda Santa Terezinha na madrugada de sábado, saíram da Fazenda Jandira, em Cristais Paulista, depois de quatro meses no local. A Jandira foi totalmente desocupada no sábado, como era previsto. Pelo menos 250 pessoas estavam instaladas na Santa Terezinha no final da tarde de sábado, sendo que algumas barracas haviam sido montadas na área. A ocupação foi pacífica. Viaturas da Polícia Militar acompanharam a invasão durante a madrugada, no entanto, não precisaram agir. Lideranças dos sem-terra informaram que pode haver novas invasões nos próximos dias. O MLST alega que existe cerca de nove mil hectares em situação irregular na região e esses terrenos são cobiçados pelos integrantes do movimento. Nesta segunda-feira, 11, haverá uma reunião entre representantes do MLST e do Incra, em São Paulo, sobre essa situação.

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