Promotor dá ultimato à Prefeitura e Santa Casa


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O superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno (esq.),e o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira (dir), conversam em frente ao hospital depois de uma reunião que durou mais de uma hora na tarde de ontem: muito papo, mas nenhum acord
O superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno (esq.),e o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira (dir), conversam em frente ao hospital depois de uma reunião que durou mais de uma hora na tarde de ontem: muito papo, mas nenhum acord
O Ministério Público resolveu intervir na discussão entre Santa Casa e Prefeitura sobre os valores dos repasses para os atendimentos ambulatoriais. A Prefeitura diz que não pode pagar o que o hospital pede. Este, por sua vez, alega não mais ser possível trabalhar no prejuízo e diz que cortará os serviços na próxima semana. Diante da possibilidade de os usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) ficarem sem ter onde serem atendidos, o promotor de Justiça e curador da Santa Casa, Decio Piola, quer a situação resolvida na segunda-feira. Piola disse ontem que, até agora, tem atuado como mediador das discussões. Mas, como as duas partes permanecem inflexíveis, ele resolveu endurecer sua postura. “Enquanto curador, não posso permitir que a instituição trabalhe sempre com déficit. Agora, como promotor, tenho de defender também o interesse público e não posso admitir que a população fique desassistida. Segunda-feira, unirei as partes e terá de sair um acordo. Caso contrário, o Ministério Público agirá tomando as medidas judiciais cabíveis”. esperança O superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno, não descartou que um acordo com a Prefeitura possa, enfim, acontecer. Mas se mostrou irredutível quanto à manutenção do corte nos atendimentos ambulatoriais para pacientes da rede pública. Segundo ele, a partir de segunda-feira, quem precisar deste tipo de atendimento terá de procurar os prontos-socorros. “Tem de ir para o ‘Janjão’. É um atendimento que não é da Santa Casa”, disse. O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, parece não se preocupar com as ameaças da Santa Casa. Para ele, nada vai mudar. “O atendimento de urgência e emergência da Santa Casa, que ela faz muito bem, continua da mesma maneira; o “Janjão”, da mesma maneira. Se as pessoas forem até o “Janjão” e precisarem de atendimento especializado que a Santa Casa dá, a Santa Casa vai dar”. Apesar de todas as certezas, Ferreira disse que a negociação continua: “Faremos outras reuniões durante o fim de semana para resolver isso”.

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