Consumidores lotam Centro no pós-feriado de Sete de Setembro


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Calçadão central lotado de pedestres na manhã de ontem: bancos e lojas ficaram cheios no pós-feriado
Calçadão central lotado de pedestres na manhã de ontem: bancos e lojas ficaram cheios no pós-feriado
Trânsito confuso, calçadão cheio, lojas com superpromoções e bancos lotados. Esse era o cenário ontem no Centro de Franca, no pós-feriado de 7 de setembro. O movimento começou cedo e se estendeu durante todo o dia. As filas e o grande número de pessoas com sacolas também chamavam a atenção. A maioria, em especial os trabalhadores do setor calçadista, havia trocado a folga de quinta por sexta-feira e estava com o pagamento no bolso. O chefe de pesponto Joaquim Antônio de Souza, 38, era um deles. Morador do Aeroporto II, saiu cedo de casa com a mulher, Dilene Cristina, para comprar sapatos. Ao meio-dia, já havia adquirido dois pares e pensava em continuar pesquisando os preços. “Troquei a folga e recebi o salário, agora vim para gastar”, disse. Joelma Andrade, 19, pespontadeira no Jardim Paulistano, também trabalhou no feriado e ontem foi outra consumidora a visitar as lojas do Centro. Funcionária pública em Capetinga (MG), Márcia Gracieli, 25, deixou os afazeres domésticos de lado e na companhia da vizinha Roseli Teixeira Andrade resolveu passear em Franca. “Saí cedo de casa, cheguei às 9 horas e penso só retornar depois das 15 horas”, revelou enquanto caminhava pelo calçadão da Rua Voluntários da Franca. O local, inclusive, parecia um formigueiro humano. Jovens, crianças, adultos e idosos eram disputados por dezenas de vendedores ambulantes. Valia oferecer de tudo: bala, óculos escuros, pano de prato, CDs, colchas, sorvetes e até ioiô dos personagens Bob Esponja e Hello Kitty. Para completar a agitação, um quinteto de palhaços e diversos panfleteiros de candidatos políticos. PROMOÇÕES Para atrair a clientela em dia de intenso movimento, Casas Bahia e lojas Mig resolveram liquidar seus estoques. As duas redes amanheceram com as portas fechadas e cobertas de cartazes com anúncios de ofertas. Clientes curiosos em conferir os preços eram obrigados a entrar nas lojas por pequenos corredores. Nas Casas Bahia, propagandas anunciavam a “Porta da Economia”, considerada pelo grupo a maior promoção da história, com até 65% de desconto. Na concorrente Mig, a estratégia era semelhante. A liquidação “Portas Fechadas” oferecia mercadorias 48% mais baratas, além de empréstimos consignados com parcelamentos em 36 vezes.

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