Os servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) devem começar na próxima terça-feira,12, uma série de paralisações de advertência que prosseguem nos dias 21 e 22 de setembro, quando serão 48 horas de braços cruzados.
Com isso, os atendimentos aos segurados devem ficar prejudicados frente ao quadro já defasado de funcionários nas agências. Em Franca, dos 41 servidores, quatro do setor de concessão de benefícios já aderiram ao movimento que é nacional e começou na última terça-feira. “A próxima paralisação pode contar com um maior número de funcionários e o segurado poderá encontrar até mesmo a agência de portas fechadas”, disse Gilberto Silva, diretor do Sinsprev (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência Social no Estado de São Paulo) e funcionário da agência do INSS de Franca.
AS RAZÕES
A greve é um alerta para que o governo abra negociação para a adoção de um plano de carreira que contemple as reivindicações dos servidores com piso salarial e contrate novos servidores, entre outras exigências.
Silva disse ontem que a paralisação programada para terça-feira, 12, e outra, de 48 horas, prevista para 21 e 22 de setembro, deverão ganhar força, não só em Franca, mas em todas as agências do INSS do País. Os servidores também não descartam uma greve geral por tempo indeterminado. “Tudo dependerá da resposta do governo”, disse Silva.
Célia Visconde Souza, chefe da agência, não acredita que em razão da paralisação as portas da agência tenham de ser fechadas, mas disse que diante de novas adesões ao movimento, haverá restrição na distribuição de senhas. “Se a adesão à paralisação aumentar, teremos que rever o número de pessoas atendidas diariamente e, provavelmente, faremos cortes”, afirmou, lembrando que são distribuídas entre 350 e 400 senhas por dia na sede do INSS em Franca.
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