Os prontos-socorros “Dr. Janjão” e Infantil realizaram 71,7 mil atendimentos entre janeiro e abril deste ano, o que significa, em média, quase 18 mil por mês ou, ainda, um paciente atendido a cada dois minutos. Os números foram divulgados ontem, pelo secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, durante audiência pública para prestação de contas na Câmara Municipal.
Uma das explicações encontradas pela prefeitura para os expressivos números é a migração de usuários dos planos particulares para a rede pública municipal. “É grande a quantidade de pessoas que deixaram de pagar convênio e agora são atendidas pela prefeitura. Isso causa um aumento natural nos atendimentos dos PSs”, disse, recentemente, Ferreira.
A demanda, que poderia ser apontada como uma das principais causas do alto número de reclamações em relação ao atendimento oferecido pelos dois prontos-socorros, parece não assustar o secretário. Para Ferreira, os PSs estão conseguindo absorver bem a procura. “O nosso tempo de espera hoje é inferior ao dos planos particulares”, disse, ontem, sem mencionar que grande parte das reclamações está aliada não só à espera, mas à qualidade dos atendimentos dos prontos-socorros.
No mesmo período, as 14 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da cidade realizaram 104,7 mil consultas médicas. A unidade do Aeroporto I, sozinha, foi responsável por mais de 16 mil atendimentos. As cinco equipes do PSFs (Programa de Saúde da Família), que atendem a população nos bairros, principalmente nos periféricos, fizeram outras 5,3 mil consultas, além de 3,8 mil procedimentos de enfermagem.
VERBAS
Nos quatro primeiros meses do ano, a Prefeitura de Franca gastou R$ 29,3 milhões. Deste valor, R$ 13,4 milhões são recursos próprios e o restante de repasses vindos do governo federal.
Nestes valores, além dos atendimentos aos usuários do SUS, estão computados todos os serviços de responsabilidade da Secretaria de Saúde, como atendimento a pacientes com aids, distribuição de preservativos, exames de alta e média complexidade, manutenção das Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica, entre outros.
Alexandre Ferreira disse que seu objetivo, agora, será tentar captar mais recursos junto à União para que sua secretaria possa ampliar seu poder de atuação. “Os recursos da prefeitura, de R$ 13 milhões, devem ser mantidos neste patamar. Nosso objetivo, agora, será conseguir mais repasses do governo federal”.
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