Hebert Renan Ramos, 7, empina pipa desde os 4 anos e brinca no campo próximo a sua casa, no Jardim Luiza I, praticamente todos os dias. Ontem, ele acordou cedo e saiu de casa às 7h15 para repetir a brincadeira, uma das suas preferidas. Mas, desta vez, soltou “papagaio” com uma turma grande de colegas. Hebert participou do 1º Torneio de Pipas realizado pelo projeto Sementes do Amanhã, no Parque “Fernando Costa”, com mais de 300 crianças e jovens.
Duas folhas de papel de seda vermelho e preto, três varetas, rabiola preta e branca, 165 metros de linha, 30 minutos e a ajuda do irmão Ruan Tales, 13, foram suficientes para Hebert confeccionar a “pipa” do são-paulino, que adorou empinar no parque. “Tem de ter vento para subir. Igual hoje é muito bom, porque sobe ‘facinho’. É só ficar parado, descarregando a linha”, disse, de olho no pontinho alto no céu.
O projeto Sementes do Amanhã possui oito núcleos na cidade e de cada um deles foram escolhidas as pipas mais criativa, maior, menor e a que voou mais alto. Os vencedores ganharam medalhas de ouro. No fim do dia, todas as crianças foram presenteadas com lanche e sorvete pela participação no 1º Torneio de Pipas.
SIMPLES E DIFERENTES
O concurso de pipas realizada nesta quarta-feira encerrou as atividades de agosto sobre o tema “Folclore e Cultura Popular Brasileira”, que levou aos núcleos brincadeiras antigas, como amarelinha, corda, fantoches, bolinhas de gude, roda e as pipas para resgatar as tradições do País e ampliar os horizontes das crianças. “Como elas não têm computador e videogame, restringem a diversão à bola. Mostramos, especialmente para as meninas, que existem outras formas de entretenimento”, disse a pedagoga Rejiane Garcia, coordenadora do Sementes do Amanhã.
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