‘Meu negócio é dinheiro verdadeiro, não falso’


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Acusado pela polícia de ser o distribuidor de notas falsas em Ibiraci, Célio Gonçalves da Silva é o autêntico boa-praça. Está sempre sorrindo, calmo e de bem com a vida. Enquanto aguardava para prestar depoimento, negou participação no crime. “Não acharam nada comigo. Quem acusa, tem que provar”. Algemado e sentado no piso existente diante da entrada da cadeia, nos fundos da sede da Polícia Militar da cidade, contou que trabalha há um ano como tesoureiro do Sindicato Rural de Ibiraci. Disse que não sabia por que estava sendo preso: “Desconheço os motivos. Estava na porta do sindicato falando sobre política quando me pegaram.” Rebateu as afirmações de que estaria derramando notas falsas na cidade: “Mexo com dinheiro todo o dia no sindicato, mas dinheiro verdadeiro. Falso ainda não conheço. Nem sei que máquina fabrica isso. Nunca vi uma nota falsa. Até gostaria de ver para comparar.” Admitiu que já ouviu falar sobre o derrame de notas falsas na cidade e que procura tomar cuidado para não ser enganado. “A gente fica até com medo e olha as notas com cuidado, mas não conhece.” Como tesoureiro do sindicato, movimenta entre R$ 6 mil e R$ 12 mil todos os meses. “Sou funcionário de confiança. Meu negócio é dinheiro verdadeiro, falso, não.” Celinho disse que tem passagens anteriores por porte de drogas. Segundo a polícia, seriam por tráfico.

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