Elisa Catarina Nalin Gomes é proprietária de uma lanchonete em Rifaina. Há dois anos ela pensa em reformar o prédio que até hoje não tem telhado, estando apenas na lage, mas nunca conseguiu guardar dinheiro e os empréstimos bancários não são atrativos em razão dos juros altos. Há duas semanas, sua esperança foi renovada com a chegada do Banco do Povo naquela cidade.
Com juros de 1% ao mês, Elisa procurou a agência e pediu um empréstimo de R$ 5 mil e aguarda o resultado da análise. A chegada do Banco do Povo também despertou o interesse de outras 60 pessoas que procuraram a agência na tentativa de conseguir um financiamento.
No entanto, alguns interessados não se encaixam nas normas do banco. Segundo o agente de crédito, Robson Gonçalves Campos, quatro processos estão em análise. “Muitas pessoas procuraram o banco para pedir dinheiro para abrir um negócio e outros para empréstimo pessoal. O Banco do Povo só libera financiamento para quem tem um negócio encaminhado. Até porque precisamos de uma garantia”, disse.
Depois de uma pré-análise, o agente de crédito faz uma visita aos empresários para verificar se o projeto apresentado condiz com a realidade. O projeto também passa pela análise do comitê formado por pessoas ligadas ao Banco do Povo, Nossa Caixa e da Prefeitura de Rifaina. “O resultado não é demorado”, afirmou ele.
Elisa está na expectativa. “Quero sempre melhorar meu negócio e depois que pagar este empréstimo pretendo pedir outro, porque essa é minha chance de crescer”, afirmou a empresária.
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