Se você escreve contos, já pode se preparar para a segunda edição do Prêmio Literário “Alfredo Palermo”. As inscrições seguem até o dia 6 de outubro e pessoas de qualquer idade podem participar (veja regulamento no quadro ao lado). Criado no ano passado em uma parceria do CIEE (Centro de Integração Empresa Escola), Academia Francana de Letras, Instituto Cultural Everton de Paula e jornal Comércio da Franca, o prêmio tem a intenção de se tornar uma marca da cidade. Segundo Delduque Palma, supervisor do CIEE/Franca, 158 poemas foram inscritos em 2005, quando a poesia foi o gênero escolhido para o concurso. Para este ano, a expectativa é que esse número seja ainda maior. “Vou parodiar uma frase do Dr. Alfredo Palermo: ‘Foi o maior evento literário que Franca já teve’. Espero que continue assim”, disse.
E o concurso promete movimentar o meio literário da cidade, que não é pequeno (segundo o escritor Luiz Cruz, Franca tem cerca de cem escritores na ativa). Embora qualquer pessoa possa participar, esse prêmio deve ser um grande estímulo aos estudantes, já que há premiação específica para eles. Sabendo disso, muitas escolas já demonstram interesse em estimular seus alunos a produzir contos. O coordenador pedagógico da Escola Estadual “Evaristo Fabrício”, Gercino Pedro Farias Júnior, por exemplo, disse que dará todo o apoio aos estudantes que quiserem inscrever seus textos no concurso. Lá, alunos da 8ª série tiveram a oportunidade de fazer um trabalho no início do ano voltado para a produção de poesia. Agora, poderão se dedicar à elaboração de contos. “Saber escrever bem é cada vez mais importante. Até o mercado de trabalho exige isso. Um concurso na cidade é ótimo porque estimula ainda mais os nossos alunos”, disse.
Opinião semelhante tem a professora de português da Escola “Júlio César D’Elia”, Ana Maria Galvani. Este ano, ela teve a oportunidade de ver duas de suas alunas da 8ª série serem vencedoras de um concurso de redação promovido pela EPTV. “Nesse trabalho eu percebi que participar de um concurso é um grande estímulo aos nossos alunos. Eles pesquisaram muito antes de enviar os textos. E o resultado depois também foi ótimo, porque a produção deles está cada vez melhor”, disse.
Para o homenageado, Alfredo Palermo, esse tipo de premiação é importante porque estimula as pessoas que têm vocação para escrever. “Quem sabe não aparece algum grande narrador francano como foi Guimarães Rosa (escritor mineiro de Cordisburgo, autor, ente outros, de Grande Sertão: Veredas)”, disse. “Eu estou feliz duas vezes. Uma por dar nome ao prêmio e outra por esse prêmio ser um serviço cultural que se presta à juventude de Franca”, completou.
Para quem está acostumado a ler apenas crônicas de Alfredo Palermo nas páginas do jornal Comércio da Franca, do qual é colaborador há mais de 60 anos, ele garante que também se aventura pelo conto, embora com menor freqüência. “Eu já publiquei dois contos meus e tenho mais quatro guardados. Vou ver se consigo escrever mais seis e, então, fazer uma pequena publicação”, disse. “Eu gosto mais de escrever crônicas porque coloco o papel e sai o texto. Mas preciso mudar esse hábito”, completou.
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