Todo e qualquer candidato que se lance a uma disputa política e que, justamente por essa razão, almeje o voto popular, tem de se submeter ao crivo da população e da imprensa. A essa, por sinal, não cabe fazer traduções de discursos, deixá-los mais palatáveis. Cabe, isso sim, questionar, esclarecer pontos obscuros, de forma que o candidato tenha oportunidade de expor seus pontos de vista, dirimir eventuais dúvidas. Em que pese essa função, não cabe - e não deve mesmo caber - a nenhum jornal julgar se o candidato é ou não bem-intencionado e, muito menos, tentar convencer o leitor/eleitor dessa condição. Essa é a missão primeira do próprio candidato. Ele tem de conseguir se fazer entender. Tem de convencer. Tem de conquistar o eleitor.
Esse convencimento, essa conquista, passa por muitos caminhos, inclusive o da ação, é claro. Mas passa também por um discurso claro e objetivo.
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