Hospital só atenderá os casos mais graves


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A partir dos cortes de atendimento da Santa Casa, o usuário do SUS (Sistema Único de Saúde) terá de ter na cabeça uma espécie de mapa para saber a quem procurar quando precisar ser consultado. Dependendo da situação, não adiantará procurar a Santa Casa, pois não receberá o atendimento. Em outros, tudo fica como está. O diretor clínico da Santa Casa, Marcelo de Paula Lima, disse que não há complicação: os casos de urgência (quando o atendimento tem de ser feito em poucas horas) e emergência (quando há risco iminente de morte) continuam sendo atendidos pelo hospital. Mas ressaltou que os procedimentos ambulatoriais (sem risco de morte) serão de inteira responsabilidade da Prefeitura. “Essa redução de serviços não significa que se uma pessoa se enfartar ou sofrer um acidente na porta do hospital não será atendida. Longe disso. Mas o fato é que um hospital tem de ter um conjunto de leitos, centro cirúrgico e UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Serviços de ambulatório são de responsabilidade dos prontos-socorros ou UBSs”, disse. “Hoje, a pessoa vai ao Janjão três ou quatro vezes e não tem o problema resolvido. Aí, antes de ir a quinta, procura a Santa Casa. Isso não acontecerá mais”, disse o diretor clínico. Outro exemplo dado pela diretoria do hospital foi quanto aos casos de ortopedia, especialidade que gera maior número de procedimentos ambulatoriais em pacientes da rede pública. “Se um sujeito quebrar um dedo e precisar ser engessado, será atendido no ‘Janjão’. Agora, se for necessária a realização de uma cirurgia, ou uma internação, o paciente virá para a Santa Casa e será atendido normalmente”, disse o superintendente Fernando Bueno.

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